António Raminhos, conhecido adepto do SLB, utilizou as redes sociais para comentar a polémica ocorrida no jogo Benfica vs Real Madrid de ontem. O encontro ficou marcado pela acusação de racismo feita por Vinícius Júnior contra o argentino Prestianni – que entretanto já reagiu – após o golo dos espanhóis. O incidente forçou uma interrupção de dez minutos, gerando uma onda de reações no mundo desportivo, como por exemplo a de Luisão.
Humorista contesta definição de desporto para o futebol atual
O comediante, conhecido adepto do Benfica, defendeu que o futebol se afastou dos seus princípios fundamentais perante a gravidade dos acontecimentos entre Vinicius Jr. e Prestianni. “Transformem o futebol noutra coisa qualquer… Mas não lhe chamem de desporto”, escreveu Raminhos. Para o humorista, o relvado tornou-se um palco de “vencer a todo o custo, lançamento de frustrações, desfile de mau carácter” e uma constante luta de egos.
Raminhos sublinhou que o futebol mediático atrai pessoas que estão lá por “outras razões” que nada têm a ver com a superação. António Raminhos reforçou que esta postura é transversal a todos os emblemas e cores. “É uma generalização porque haverá sempre gente boa, mas o futebol, no seu ponto de maior riqueza e exposição mediática, é cada vez mais um relvado de gente que está lá por outras razões”, afirmou.
Impacto negativo nos escalões de formação preocupa autor
O impacto destes comportamentos como o de Prestianni nos jovens atletas foi um dos pontos centrais da crítica. “Não são exemplo para ninguém, porque se o fossem não tínhamos cada vez mais miúdos da formação que simulam faltas, que discutem com árbitros, pais a pegarem-se nas bancadas”, lamentou. O humorista recordou ainda o cenário de jogadores da formação a serem alvo de insultos constantes.
A reflexão sobre o caso de Vinicius Jr. e Prestianni abordou também a existência do cartão branco, considerando “triste” a necessidade de um dispositivo para assinalar o desportivismo. “Raros são os casos em que é exibido”, notou o comediante sobre a falta de exemplos de retidão. Raminhos apelou para que se assuma a realidade sem rodeios, onde imperam as simulações e as agressões verbais e físicas entre todos os intervenientes.









