Pela primeira vez em mais de uma década, o país ficará ausente das fases finais
Portugal atravessa um momento preocupante ao nível da formação no futebol, com resultados que contrastam fortemente com sucessos recentes.
Pela primeira vez em mais de uma década, o país ficará ausente das fases finais dos principais escalões jovens, tanto no masculino como no feminino. Nem as seleções de sub-17 nem as de sub-19 conseguiram garantir presença nas respetivas competições decisivas, um cenário que não se verificava desde 2015.
No setor masculino, a ausência já era conhecida há algumas semanas, mas não deixa de surpreender, sobretudo tendo em conta que, ainda recentemente, Portugal conquistou títulos europeus e mundiais no escalão de sub-17. Curiosamente, esta quebra surge à semelhança do que aconteceu após o triunfo europeu de 2016, quando também se seguiu uma ausência no Europeu de 2017. Já no caso dos sub-19, a falha torna-se ainda mais expressiva: será a terceira edição consecutiva do Europeu sem a presença portuguesa.
No futebol feminino, o desfecho acabou por ser confirmado este sábado, com o empate da seleção de sub-19 frente à Espanha, resultado insuficiente para assegurar a qualificação. Assim, também aqui se junta mais uma ausência, interrompendo uma sequência recente de participações regulares — com as sub-19 presentes em 2025 e as sub-17 em 2024.
Este panorama levanta inevitavelmente questões sobre o estado da formação em Portugal. A ausência generalizada surge apesar dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos, incluindo a criação da Cidade do Futebol, inaugurada em 2016 com o objetivo de consolidar e desenvolver o talento nacional.
Perante este cenário, impõe-se uma reflexão: estará o modelo de formação a responder às exigências atuais do futebol internacional ou será necessário repensar estratégias para garantir competitividade nos escalões jovens?











