Entre os dois duelos com o Real Madrid para o playoff da Liga dos Campeões, o Benfica teve de cumprir calendário na Liga Portugal. José Mourinho aproveitou o encontro diante do AVS para gerir a equipa, conseguindo um triunfo tranquilo sem comprometer a preparação europeia.
Rotação estratégica a pensar em Madrid
O treinador encarnado promoveu várias alterações no onze, poupando jogadores que são expectáveis titulares na deslocação à capital espanhola. Dedic, Dahl, Aursnes, Barreiro e Prestianni não defrontaram o AVS, enquanto Tomás Araújo e Otamendi cumpriram apenas 45 minutos cada.
José Mourinho – que deixou bicadas aos críticos – explicou a decisão no final da partida. “Fiz muitas mudanças na equipa, quis manter ali três ou quatro jogadores e pensei que o Otamendi, apesar de ser o mais velho de todos e o que tem mais minutos, que era importante a presença dele, até para não passar a mensagem errada ao grupo de que o jogo iria ser fácil ou menos importante”
O objetivo foi claro: gerir sem desvalorizar a competição interna. O Benfica somou três pontos importantes na perseguição a Sporting e Porto, ao mesmo tempo que protegeu peças-chave para o decisivo encontro europeu em Madrid.
Sete titulares frescos para o duelo europeu
Olhando para o onze da primeira mão, na Luz, apenas Trubin cumpriu os 90 minutos frente ao AVS, embora praticamente sem trabalho devido à inoperância ofensiva do adversário. Aursnes foi poupado, enquanto Leandro Barreiro, Dedic e Dahl permaneceram no banco.
A principal dúvida para José Mourinho prende-se com Prestianni, que cumpriu castigo no campeonato e continua sob investigação da UEFA . Schjelderup saiu nos minutos finais, Pavlidis foi substituído perto do fim e Rafa foi o último a deixar o relvado, num claro sinal de gestão calculada. Por sua vez, Sudakov pode ser uma dor de cabeça para Mourinho.










