Merengues pressionam encarnados para baixar exigências e esperam fechar negócio por 40 milhões
O Real Madrid está determinado em garantir o regresso de Álvaro Carreras, mas sem acionar a cláusula de rescisão fixada pelo Benfica em 50 milhões de euros. Segundo avança o diário espanhol Marca, os merengues deixaram claro, desde o início das negociações, que não estão dispostos a pagar o valor total estipulado no contrato do lateral-esquerdo, o que obrigou o clube da Luz a reconsiderar a sua posição inicial.
Face à vontade expressa de Carreras em voltar ao clube que representou na formação, o Benfica acabou por aceitar negociar. O cenário mais provável neste momento passa por um acordo na ordem dos 40 milhões de euros, valor que permitiria ainda assim à SAD encarnada multiplicar por cinco o investimento feito no verão passado, quando o jogador foi contratado ao Manchester United por oito milhões.
Pressão do jogador foi decisiva
O lateral espanhol, que conquistou espaço na equipa de Roger Schmidt ao longo da época passada, manifestou desde cedo o desejo de regressar ao Real Madrid. A sua vontade foi comunicada tanto à direção do Benfica como ao seu agente, Ginés Carvajal, que tem sido peça fundamental nas conversas entre as duas partes.
A pressão do jogador, aliada à entrada em cena de Rafael Obrador — jovem lateral-esquerdo do Real Madrid emprestado ao Deportivo — ajudou a desbloquear um processo que chegou a parecer impossível de concretizar. Apesar de Obrador agradar ao Benfica, as duas operações decorrem de forma independente.
Benfica obrigado a negociar
A cláusula de rescisão de Carreras foi sempre vista como um obstáculo real para a concretização da transferência. No entanto, perante o contexto interno instável vivido no Benfica, com o chumbo do orçamento para a nova época e a indefinição sobre a recandidatura de Rui Costa, a direção encarnada viu-se forçada a encarar com maior pragmatismo a eventual saída do jogador.
Por sua vez, o Real Madrid mantém o plano de oficializar o acordo apenas depois da assinatura de todos os documentos, respeitando os regulamentos exigidos às sociedades cotadas em bolsa. O negócio está bem encaminhado, mas os responsáveis merengues mantêm prudência: “só se pode cantar vitória quando tudo estiver assinado”, garantaram fontes próximas do clube ao Marca.






