A temporada de 2025 da Fórmula 1 pode não ter terminado com um novo título mundial para a Red Bull, mas será recordada como o ano da resiliência de Max Verstappen. Mas o que foi sacrificado para isso?
Apesar de ter perdido o ceptro, Max Verstappen revelou em Abu Dhabi sentir-se “melhor do que há 12 meses” — uma afirmação surpreendente, mas que reflete a superação de uma crise técnica profunda que começou a sentir-se logo nos testes de inverno no Bahrein. Leia mais sobre o assunto aqui.
Na altura, Verstappen já tinha percebido que as fraquezas do RB20 persistiam no seu sucessor. O que se seguiu foi uma queda de performance que durou de meados de 2024 até setembro de 2025, forçando a equipa a tomar uma decisão drástica: continuar a desenvolver o carro de 2025 muito para além do habitual, mesmo com a revolução regulamentar de 2026 à porta (saiba mais sobre isso aqui).
Metodologia sobre “Desejos Divagantes”
Numa mesa-redonda de final de temporada, o chefe de equipa da Red Bull, Laurent Mekies, defendeu a escolha estratégica. Para o francês, não fazia sentido “virar a página” e esperar que os problemas se resolvessem por magia em 2026.
“Não queríamos seguir pelo caminho do ‘wishful thinking’ (ilusão). Precisávamos de chegar ao fundo do projeto de 2025 e perceber por que não estava a funcionar, porque, fundamentalmente, usaremos as mesmas ferramentas e metodologias no próximo ano”, explicou Mekies.
O dirigente admitiu que esta escolha custou tempo precioso que poderia ter sido alocado ao projeto de 2026, mas insiste que a validação das ferramentas de correlação e dos métodos de trabalho foi o ganho mais importante.
Um tónico mental para a equipa técnica
Para além dos dados, a recuperação na segunda metade de 2025 teve um impacto psicológico vital no departamento liderado por Pierre Waché. Após um período negro, ver o RB21 tornar-se competitivo novamente deu à equipa a confiança necessária para enfrentar a incerteza das novas regras.
As chaves da recuperação da Red Bull:
- Validação de Ferramentas: Confirmação de que os túneis de vento e simuladores são fiáveis.
- Aprendizagem Técnica: Conhecimento sobre pneus e limitações de chassis que é aplicável mesmo com regras diferentes.
- Fator Humano: Reforço da união do grupo após 15 meses de dificuldades.
“Dá-nos a energia certa para o próximo ano. Não nos garante que o carro será mais rápido que a concorrência, mas dá-nos a confirmação sobre a qualidade das nossas pessoas”, concluiu Mekies. Com o fim de 2025, a Red Bull fecha um capítulo difícil, acreditando que o sacrifício feito agora será o alicerce para Max Verstappen voltar a lutar pelo topo em 2026.




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