A Red Bull e os seus movimentos internos continuam, mesmo quando nos encontramos a poucas semanas do arranque do novo campeonato de F1. A Oracle Red Bull Racing confirmou uma mudança relevante na sua estrutura técnica, numa altura em que todas as equipas se encontram nas últimas afinações, tanto a nível técnico como ao nível dos pilotos, o que ainda faz com que se levantem mais questões sobre esta anunciada saída, que ganha ainda mais importância, se tivermos em conta a importância e o domínio da Red Bull nos últimos anos – e o facto da mesma estar a passar, atualmente, por importantes mudanças.
Um nome-chave sai numa fase crítica da preparação
O comunicado oficial da Red Bull confirmou a saída de Craig Skinner, que desempenhava atualmente as funções de designer-chefe, que era também conhecido por ser dos elementos mais experientes do departamento técnico. “Após 20 anos na equipa, Craig Skinner deixou a equipa. Foi uma parte importante dos nossos sucessos e desejamos-lhe o melhor para o futuro”, escreveu a Red Bull, demonstrando a importância do Skinner dentro da estrutura da Red Bull.

Quem era Skinner e as razões para a sua saída
Skinner já fazia parte da estrutura da Red Bull desde 2006, estrutura essa que foi subindo na hierarquia técnica, até assumir um papel central no desenvolvimento dos monolugares que dominaram as várias temporadas recentes. Entre os seus contributos mais marcantes está o trabalho no RB19, o carro que marcou a época de 2023 e que muitos especialistas consideram um dos projetos mais eficazes e imbatíveis da Red Bull, e um dos que mais vitórias deu à equipa e a Max Verstappen que, seguramente, deve ser um dos menos agradados com esta notícia – além de uma das vozes mais críticas sobre a nova F1 – fruto de uma filosofia aerodinâmica que redefiniu a competitividade da equipa.
Separação voluntária e sem ligação à turbulência interna
Apesar do clima que tem definido a Red Bull nos últimos tempos – com saídas de nomes sonantes e igualmente importantes – ao que tudo indica, a decisão partiu do próprio engenheiro e não estará, de forma alguma, relacionada com as tensões internas e mudanças organizacionais que a equipa tem atravessado nos últimos meses. Ainda assim, a saída surge numa fase complexa, quando as equipas procuram a estabilidade possível para iniciar um campeonato de F1 que em tudo é novo e que mantém ainda muitos incógnitas.
Red Bull Racing has confirmed the departure of chief designer Craig Skinner from the team after 20 years
— Laura 🦋 (@formuLau16) February 16, 2026
Skinner's reasons for leaving the team are unknown, but according to RacingNews365's sources, he has decided to leave of his own accord and the departure has nothing to do… pic.twitter.com/0AvZnrHzft
Apesar desta mudança inesperada, a Red Bull consegue manter praticamente intacta a restante estrutura técnica e operacional, o que reduz o impacto imediato da saída. Todavia, e por outro lado, perder um profissional com duas décadas de experiência, significa ter que abdicar de conhecimento acumulado, algo sempre difícil de substituir numa categoria tão exigente como a F1.
A Red Bull e o futuro
Com a temporada prestes a começar, a Red Bull em particular, vira atenções para os possíveis efeitos que esta saída lhe pode trazer. Com os dias a passarem e o início da temporada a aproximar-se rapidamente, é premente as posições começarem a ficar definidas, seja a nível interno, como a nível técnico. Se a saída de Craig Skinner da Red Bull terá impacto significativo, só o tempo o dirá, certo é que a sua saída não deve ser considerada como algo de “normal”.











