Depois de deixar o nome na temporada 2021, marca francesa também deixará de produzir as suas unidades motrizes.
Depois de 77 anos de presença, o nome Renault prepara-se para deixar o Mundo da Formula 1.
A construtora francesa abandonou fez o seu último ano sob a denominação em 2020, altura em que foi relançada como Alpine, em alusão à marca desportiva do mesmo grupo. Mais recentemente, o fraco desemprenho da equipa de Enstone determinou que a construtora cessasse a fabricação de unidades motriz, passando a ser cliente da Mercedes a partir de 2026.
Quem lamentou o abandono do nome Renault foi o seu antigo piloto e tetracampeão do Mundo, Alain Prost, que mantém uma relação com a marca depois de anos ao seu serviço: “Estive envolvido com a Renault quando ainda era a escola de competição e depois a Fórmula Renault — isso foi há cerca de 50 anos. Por isso acompanho sempre. Trabalho sempre com eles — ainda hoje continuo a fazer coisas com a Renault”.
Ainda assim, o francês de 70 anos compreende a decisão da construtora dados os custos operacionais de gerir a fábrica em França e não em Inglaterra: “É uma pena. Compreendo a decisão do ponto de vista financeiro. Especialmente quando se gere uma equipa baseada em França. O custo é superior ao de países como a Inglaterra, por exemplo. Obviamente, estou muito triste, porque é uma longa história, parece que desaparecem assim, e ninguém fala disso”.
Relativamente a um possível regresso da Renault à Formula 1, Alain Prost considera este cenário como sendo altamente improvável, tendo em conta os novo regulamentos para 2026: “Vai ser muito difícil para eles regressarem. Talvez daqui a muito tempo, mas é demasiado complicado. Talvez de outra forma”.
Enquanto equipa, a Renault celebrou duas conquistas do Campeonato do Mundo de construtores, em 2005 e 2006. No que toca apenas a unidades motrizes, os motores da construtora francesa levou grandes nomes da história da modalidade à glória, como foram os casos da Williams, Benetton ou Red Bull.











