José Pereira da Costa revelou os segredos da recuperação económica do Porto. O CFO (Chief Financial Officer) da SAD dos azuis e brancos – que estão de luto pela morte de um familiar próximo de um dos seus atletas – ingressou no mundo da economia desportiva a convite de André Villas-Boas, quando este se tornou presidente dos dragões.
Pereira da Costa: “Convite de Villas-Boas? Sou portista desde pequenino e, como tal, senti que poderia acrescentar alguma coisa ao clube”
Em declarações ao portal Zerozero, o antigo CFO da NOS SGPS, na ZON Multimédia e na Portugal Telecom, revelou até ter estranhado o convite do dirigente máximo portista, mas aceitou pela possibilidade de representar o seu clube de coração: “Primeiro estranhei o convite de André Villas-Boas, mas depois apreciei-o e abracei-o com bastante motivação e paixão. Sou portista desde pequenino e, como tal, senti que poderia acrescentar alguma coisa ao clube, além de iniciar uma nova fase na gestão do Porto”.
Apesar de abraçar o seu clube de coração, a missão de equilibrar as finanças do Porto não foram nada fáceis, tal como explicou José Pereira da Costa: “Havia um desafio financeiro importante, mas não era, claramente, o único desafio. Há outras componentes, quer da gestão do clube, quer da gestão da SAD, que são relevantes. No final do exercício 2023/24, o clube tinha 30 milhões de receitas operacionais, com encargos financeiros na ordem dos 160 a 170 milhões. Era um peso muito grande… Havia desequilíbrio económico acumulado”.
Pereira da Costa: “SAD do Porto? Trabalhamos para dotar o clube de uma estrutura financeira sólida”
Face a todas estas dificuldades, o CFO da SAD azul e branca explicou que um dos primeiros passos para reverter a situação, foi negociar com os credores do clube, que permitiu com que, financeiramente, os dragões tivesse margem de manobra: Tivemos de negociar com credores. A UEFA permite que caso não seja possível cumprir, pelo menos que haja acordo com credores. A partir daí trabalhamos para dotar o clube de uma estrutura financeira sólida, para cumprir as diversas regras de sustentabilidade financeira. Os 115 milhões da operação da Dragon Notes permitiram ao clube tirar a cabeça debaixo de água. Foi uma operação inovadora e posteriormente foi copiada por um dos nossos rivais”.
Em jeito de conclusão, José Pereira da Costa acredita que os resultados desta estruturação estão à vista, com maiores receitas, maior gestão e maior credibilidade para quem quiser investir no Porto: “Conseguimos transmitir para o mercado credibilidade e apresentámos um plano que tocava nos aspetos-chave, como a reestruturação económica, a capacidade de gerar mais receitas e uma gestão mais rigorosa dos custos. A operação foi bem desenhada, porque conseguimos que o financiamento – sendo feito através da Porto StadCo, que é uma empresa saudável, com contas equilibradas -ajudasse na criação deste business case. Isso trouxe mais credibilidade aos investidores e conseguimos que grandes investidores institucionais americanos, colocassem valores importantes no financiamento da atividade do clube”.
💵 As estratégias financeiras que salvaram o FC Porto
— ZEROZERO (@zerozeropt) February 26, 2026
O zerozero esteve à conversa com José Pedro Pereira da Costa, CFO do FC Porto.
«Estes 115 milhões de euros da Dragon Notes foi a operação que nos permitiu tirar a cabeça debaixo da água» pic.twitter.com/nn6RXtRTrw








