A investigação ao trágico acidente que vitimou o futebolista Diogo Jota e o seu irmão, André Silva, a 3 de julho, revelou as primeiras conclusões sobre a violência do embate. A Guardia Civil espanhola explicou por que razão o carro se incendiou de forma tão rápida e fatal, afirmando que, nas circunstâncias, “era impossível sobreviver”.
Foi também confirmado oficialmente que era Diogo Jota, de 28 anos, quem conduzia o Lamborghini alugado na autoestrada A-52, em Zamora, na altura do despiste.
“O Tanque de Combustível Partiu-se em Dois”
Após as primeiras perícias ao que restou da viatura, que ficou totalmente destruída pelas chamas, as autoridades conseguiram determinar a causa da explosão. Segundo a Guardia Civil, assim que o Lamborghini embateu no rail de proteção da autoestrada, o tanque de combustível partiu-se em dois.
Esta rutura imediata terá provocado o derrame de combustível e o incêndio instantâneo e violento, não dando qualquer hipótese de sobrevivência aos dois ocupantes. A identificação dos corpos foi um processo complexo, tendo a família ajudado as autoridades a confirmar quem ocupava o lugar do condutor.
Velocidade Excessiva Continua a Ser Hipótese
Esta nova informação explica o resultado fatal do acidente, mas não invalida as primeiras teorias sobre o que o causou. Recorde-se que o jornal espanhol ‘El Mundo’, que teve acesso a provas da investigação, noticiou que o despiste se poderá ter dado devido a “um problema com uma roda do veículo e velocidade excessiva”, que terá ocorrido durante uma ultrapassagem.
Processo Segue para Tribunal
Com a conclusão desta fase pericial, o jornal Correio da Manhã revelou esta quarta-feira que o processo transitará agora para o foro judicial. Caberá ao Tribunal de Primeira Instância e Instrução de Puebla de Sanabria, em Zamora, dar seguimento ao caso e arquivar formalmente o inquérito sobre as mortes dos dois irmãos.










