Para além das vitórias, a temporada de MotoGP demonstrou bastante consistência por parte de alguns pilotos. Dos mais regulares e pela média de resultados, incluindo corridas sprint.
A temporada de 2025 da MotoGP já terminou e é altura para se olhar a números e estatísticas, uma das quais, a média de posições finais por corrida — incluindo corridas sprint, que revelam quem verdadeiramente dominou.

A verdade por trás dos resultados: o que mostra a média de posições
Conforme os dados da temporada de MotoGP, estes números — que incluem resultados de sprint e corridas principais — aumentam a importância da regularidade, não só das vitórias pontuais.
- Márquez Marc lidera a lista com média de 1.70, mostrando uma consistência impressionante.
- Logo atrás surge Álex Márquez com 3.85 — um resultado surpreendente, principalmente, pela diferença para o primeiro classificado. Foi o vice campeão, mas com uma média bastante abaixo da do seu irmão.
- Entre os três primeiros, está também Marco Bezzecchi, com média de 5.58, mostrando que foi quase sempre competitivo ao longo da época.
- No lado oposto, e com média de 14.00, aparece Miguel Oliveira, seguido de perto por Álex Rins com 14.05 — posições que refletem dificuldades para manter consistência em resultados, apesar dos esforços e de vários fatores externos.
Por que a média importa tanto quanto as vitórias
Na MotoGP, é comum darmos destaque aos vencedores de corridas ou aos campeões — e por boas razões. Mas a média de resultados revela outra faceta:
- A capacidade de chegar ao fim da corrida regularmente,
- A redução de abandonos e erros,
- A consistência de performance, mesmo em condições adversas,
- A economia de pontos, grande prémio a grande prémio, corrida a corrida.
Um piloto com média de 2.º ou 3.º lugar constante muitas vezes acumula mais pontos do que outro com duas vitórias e vários abandonos ou quedas. Por isso, olhar para o “top da média” dá uma perspectiva mais ampla — e justa — do que foi construído nesta temporada de MotoGP.
Interpretações interessantes — e algumas surpresas
✅ Márquez Marc — consistência e ritmo desde o início
Com 1.70 de média, mostra que mesmo sem ganhar todas (poucas) as corridas, esteve sempre entre os melhores. A sua performance demonstra que uma pilotagem equilibrada (sem excessos) pode ser mais eficaz no fim de uma temporada longa. Por outro lado, é demonstrativo de um total domínio por parte do espanhol.
✅ Álex Márquez — o “co-piloto constante” que paga mais caro que o nome sugere
A 3.85 de média mostra que mesmo sem o destaque mediático do irmão ou das grandes estrelas, costuma terminar em posições que somam. É uma performance de sobrevivência.
✅ Marco Bezzecchi — o homem do “quase sempre”
Com 5.58, evidencia a sua regularidade e o potencial da sua moto/equipe. Mesmo sem brilhar sempre com vitórias, a constância deu-lhe uma base estável de resultados.
⚠️ Miguel Oliveira e Álex Rins — talento e desafios fora do ideal
Uma média de ~14.º lugar revela que, apesar de experiência e bons momentos, a irregularidade e os problemas técnicos têm pesado. Para ambos, a próxima temporada será uma prova de resiliência e recuperação.

O que este ranking diz sobre 2025 — e o que esperar para 2026
- A consistência está a tornar-se tão importante quanto a velocidade pura. Em campeonatos longos como o da MotoGP, quem minimiza erros e termina corridas tem grande vantagem.
- As equipas devem apostar em fiabilidade, não só em desempenho — pneus, afinações, motorizações e gestão de corrida fazem a diferença.
- Pilotos fora do top-3 de vitórias podem ainda ser decisivos no campeonato, se tiverem média regular.
Para a temporada de 2026 de MotoGP, quem estiver pensado já no título deve equilibrar risco e regularidade. Uma queda ou um abandono já deixa de ser apenas má sorte — pode ser decisivo.











