O caso Gustavo Correia continua a gerar consequências na arbitragem portuguesa. Nove árbitros e assistentes da Associação de Futebol do Porto apresentaram um pedido de renúncia da condição de sócios da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), numa decisão que surge após a polémica em torno do juiz do Famalicão vs Benfica.
Decisão surge após repreensão
O mais recente capítulo do caso volta a agitar a arbitragem portuguesa, depois de Gustavo Correia,, árbitro internacional de 34 anos, ter sido alvo de uma repreensão por parte do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Em causa estiveram declarações incluídas no relatório do encontro entre Famalicão e Benfica, da 32.ª jornada da Liga Portugal, que foram contrariadas pelas imagens de videovigilância.
Segundo informações avançadas pelo Record, após a decisão disciplinar, a APAF contactou diretamente Gustavo Correia, num procedimento considerado habitual. Nessa conversa, o árbitro terá transmitido à associação que não pretendia uma posição pública mais firme sobre o caso, procurando evitar maior mediatismo e proteger a sua família.
Saída coletiva da APAF
Dias mais tarde, outros árbitros manifestaram desagrado com a postura da APAF, entendendo que a associação não tinha defendido um dos seus associados. Em resposta, a direção da associação explicou que a sua atuação teve por base o pedido feito pelo próprio Gustavo Correia durante os contactos mantidos após a decisão do Conselho de Disciplina.
Apesar dessa explicação, nove árbitros e assistentes da principal categoria da Associação de Futebol do Porto avançaram com o pedido de renúncia da condição de sócios da APAF. Entre eles encontra-se o próprio Gustavo Correia, num novo desenvolvimento de um caso que continua a marcar a atualidade da arbitragem portuguesa.










