O Benfica regressou às vitórias ao bater o Rio Ave por 2-0 (golos de Leandro Barreiro e auto-golo de Andreas Ntoi), num encontro marcado por uma arbitragem que, embora globalmente positiva, contou com momentos de tensão.
Na sua habitual análise para o jornal A Bola, o especialista Pedro Henriques atribuiu uma nota 6 à prestação de Cláudio Pereira, destacando a competência do VAR no momento mais crítico da noite.Com apenas 20 faltas assinaladas e três cartões amarelos exibidos, o jogo foi considerado de gestão fácil, mas não isento de erros técnicos que o VAR ajudou a corrigir.
O penálti revertido: «Bem o VAR, precipitado o árbitro»
O lance capital ocorreu aos 21 minutos, quando Cláudio Pereira assinalou de imediato grande penalidade por mão de Athanasiou na área vilacondense (Pode ver tudo sobre este caso aqui). Pedro Henriques aponta a “precipitação” do juiz de Aveiro, prontamente corrigida pela equipa de videoarbitragem.
“O árbitro assinalou de imediato, mas o VAR fez a sua intervenção de forma correta. O jogador do Rio Ave estava em desequilíbrio e ao cair apoiou ambas as mãos no solo, sendo inevitável o contacto. Além disso, a trajetória da bola mudou ao bater no pé de Amar Dedic. Decisão final correta em não assinalar penálti”, explica o antigo árbitro.
Disciplina: Um “perdão” a João Rego e amarelos bem mostrados
A análise disciplinar foi, na sua maioria, validada, com exceção de um lance aos 81 minutos. Pedro Henriques considera que o jovem João Rego deveria ter sido advertido após atingir Nelson Abbey no rosto.
- O erro (81′): João Rego fez um movimento deliberado com o braço para trás, acertando na cara do adversário. “Deveria ter havido sanção disciplinar pela negligência no ato”, aponta Henriques.
- Os acertos: O especialista validou os amarelos a Schjelderup (protestos), Andreas Ntoi (falta tática sobre Prestianni) e Samuel Dahl (agarrão antidesportivo nos descontos).
Balanço final: Condição física e gestão de tempo
A nível positivo, Pedro Henriques sublinhou a “boa colocação e condição física” de Cláudio Pereira, bem como a colaboração eficaz dos assistentes. Os tempos de compensação (cinco minutos em cada parte) foram considerados adequados para recuperar o tempo perdido com golos, substituições e a ida ao monitor do VAR.
Apesar da falha no lance do penálti e no cartão perdoado a Rego, a equipa de arbitragem garantiu a “justiça” do resultado num terreno tradicionalmente difícil.






