A tensão em Riade subiu de tom e o CEO do Al Hilal não fugiu às declarações.
O “braço de ferro” entre Cristiano Ronaldo e o Fundo Soberano Saudita (PIF) ganhou um novo capítulo com as declarações de Esteve Calzada.
O CEO do Al Hilal quebrou o silêncio sobre o alegado descontentamento do craque português, que terá falhado o jogo frente ao Al Riyadh em protesto contra o “travão” nas contratações do Al Nassr.
Questionado pela rádio espanhola Cadena Ser sobre o boicote do capitão da Seleção Nacional no AL Nassr, Esteve Calzada foi direto: “Têm de lhe perguntar a ele o que se passa”. A resposta curta e incisiva surge num momento em que CR7 sente que o tratamento dado ao Al Nassr é desigual face ao investimento massivo nos rivais, especialmente após o Al Hilal ter garantido Karim Benzema no fecho do mercado.
Estas declarações do CEO do Al Hilal suergem no dia em que o clube renovou com craque português que era desejado pelo FC Porto.
Por que razão o Al Hilal é intocável?
Perante as queixas de que o Fundo Soberano está a limitar o plantel de Cristiano Ronaldo, Esteve Calzada explicou por que razão o seu clube mantém o estatuto de “superpotência” na Arábia Saudita, destacando três fontes de receita que o tornam o mais poderoso do reino:
- Merchandising: Receitas geradas pela marca e venda de produtos.
- Programa Governamental: O apoio estatal para atrair figuras mundiais.
- Apoio Real: O financiamento direto do príncipe, que injeta recursos para garantir contratações de elite.
O contra-argumento: Félix e Coman em Riade
Apesar do “boicote” silencioso de Cristiano Ronaldo, o CEO do Al Hilal fez questão de desvalorizar a ideia de que o Al Nassr foi abandonado pelo investimento público. Esteve Calzada recordou que o clube de Cristiano Ronaldo garantiu dois nomes de peso no último mercado de verão:
- João Félix: O internacional português que reforçou o ataque.
- Kingsley Coman: O extremo francês ex-Bayern Munique.
Para o dirigente espanhol, estas contratações provam que o investimento continua a fluir, embora a perceção de Ronaldo seja de que o Al Hilal continua a ter privilégios que o Al Nassr perdeu. O drama em torno da frustração de CR7 ameaça agora abalar a estabilidade da liga saudita em pleno ano de 2026.






