Cristiano Ronaldo continua a desafiar o tempo e Roberto Martínez não tem dúvidas sobre o impacto do capitão na Seleção Nacional. O selecionador explicou os fatores que mantêm o avançado num nível de excelência e deixou elogios fortes à capacidade finalizadora do internacional português nesta fase da carreira.
Roberto Martínez explica segredo de Ronaldo
Para o técnico, a experiência acumulada ao longo de seis Mundiais transforma Cristiano numa peça única dentro do grupo, não apenas pelo rendimento dentro de campo, mas também pela influência no balneário, onde é visto como exemplo para os mais novos e referência psicológica em contexto competitivo.
Martínez destacou ainda a mudança tática implementada desde a sua chegada, aproximando Ronaldo da baliza e libertando-o de funções mais desgastantes nas alas. Essa alteração, aliada à dinâmica ofensiva da equipa, explica, segundo o selecionador, a impressionante eficácia goleadora que continua a apresentar.
“Os números de eficácia à frente da baliza são os melhores de sempre”, atirou Roberto Martínez, sublinhando que Cristiano continua fisicamente preparado, disciplinado taticamente e com inteligência suficiente para condicionar defesas adversárias, características que fazem dele uma arma ainda absolutamente relevante para Portugal no Mundial 2026.
Paulinho fica em espera
Questionado sobre a gestão de minutos do capitão, Martínez recusou fechar qualquer cenário, explicando que a utilização será avaliada jogo a jogo, tendo em conta exigência física, contexto competitivo e recuperação entre encontros, afastando conclusões precipitadas sobre eventuais descansos programados na fase inicial da competição.
O selecionador abordou ainda a ausência de Paulinho, garantindo que o avançado merece estar nas contas da Seleção, mas justificando a exclusão com uma questão puramente estratégica. Segundo explicou, o perfil procurado para complementar Cristiano e Gonçalo Ramos era diferente, aproximando-se mais das características oferecidas por Gonçalo Guedes.
Roberto Martínez respondeu também às críticas de António Salvador pela ausência de Ricardo Horta, mostrando compreensão pela defesa do capitão bracarense, mas reforçando que as escolhas obedecem a critérios internos específicos. Garantiu ainda que decisões são tomadas com base no que a Seleção precisa, não na popularidade dos nomes.








