Tenista português defrontou o rival argentino na primeira ronda do Gran Slam francês.
Nuno Borges vence em Roland Garros
O tenista português Nuno Borges apurou-se hoje para a segunda ronda de Roland Garros, ao vencer em três sets o argentino Tomás Martín Etcheverry, na estreia no segundo torneio do Grand Slam da temporada.
Perante o 25.º classificado da hierarquia ATP, o número um nacional e 50.º do mundo impôs-se ao fim de duas horas e 25 minutos, com os parciais de 6-3, 6-4 e 6-2, para seguir em frente no ‘major’ parisiense.
Borges, que no ano passado teve a melhor prestação em Roland Garros, ao atingir a terceira ronda no torneio em terra batida, terá agora pela frente o sérvio Miomir Kecmanovic, 47.º do ranking mundial, que bateu o húngaro Fabian Marozsan igualmente em três sets.
O tenista português, de 29 anos, impôs-se com inesperada facilidade a um adversário mais bem posicionado na hierarquia da ATP, 23.º cabeça de série do torneio francês, mas que nunca conseguiu encontrar argumentos para contrariar a superioridade de Borges.
O número um nacional quebrou duas vezes o serviço de Etcheverry em todos os parciais, impondo-se em quase todas as estatísticas relevantes do encontro, com destaque para os oito ases conseguidos, contra três do adversário, e pontos vencedores (36 contra 12 do argentino).
Nuno Borges: “Fiz um grande jogo”
O tenista português Nuno Borges classificou hoje de “muito positiva” a passagem à segunda ronda de Roland Garros, assumindo que o êxito sobre Tomás Etcheverry, com melhor ranking, lhe dá “bastante confiança” para o resto do torneio.
“Olhando para trás sinto que fiz um grande jogo. Ele podia ter jogado melhor, mas também foi mérito meu” afirmou Borges, que havia superado já este ano Etcheverry no ATP 250 de Auckland e no ATP 500 de Barcelona.
No regresso à terra batida parisiense, o tenista maiato, número 50.º do ranking ATP, levou a melhor frente ao adversário, que figura no 25.º lugar da mesma hierarquia, pelos parciais de 6-3, 6-4 e 6-2, ao fim de duas horas e 25 minutos, qualificando-se assim para a segunda ronda do quadro principal de singulares.
“Sabia que me tinha de manter agressivo e foi isso que fiz. Claro que os encontros têm momentos, mas o facto de saber que não há outra opção torna-me mais decidido. A tomada de decisão é mais determinada e convicta. Ajuda-me no meu ténis e a aceitar melhor as dificuldades do jogo”, acrescentou.
Depois de há um ano ter atingido a terceira ronda em Roland Garros, o seu melhor resultado na capital francesa, e de no início da temporada ter alcançado também a terceira eliminatória no Open da Austrália, Nuno Borges voltou a entrar com o pé direito no Major parisiense.
“Não acho que seja coincidência. Não é a importância da ocasião, mas o facto de jogar há melhor de cinco sets. Como há um fator de gestão do encontro, que eu deveria saber utilizar quando jogo à melhor de três, especialmente num dia quente como hoje e com este adversário, soube utilizar bem isso”, justificou.
Na segunda ronda, o jogador português, de 29 anos, vai defrontar o sérvio Miomir Kecmanovic, 47.º do mundo, que bateu o húngaro Fabian Marozsan igualmente em três sets.
“Defrontei-o no Estoril Open. É um grande ‘baseliner’, um dos melhores do circuito. Muitas vezes responde melhor do que serve e joga melhor do que o ranking. Vai ser um encontro duro, especialmente à melhor de cinco sets”, concluiu.






