Tenista alemão conquista o Grand Slam parisiense para se estrear a vencer nos mais importantes torneios do mundo, um dia depois de Andreeva ter feito o mesmo.
Zverev vence Roland Garros
O tenista Alexander Zverev, número três mundial, conquistou hoje o seu primeiro título do Grand Slam, ao impor-se num longo duelo de cinco sets ao italiano Flavio Cobolli na final de Roland Garros.
Na terra batida parisiense, o segundo cabeça de série bateu o 14.º classificado do ranking ATP, em estreia em finais do Grand Slam, com os parciais de 6-1, 4-6, 6-4, 6-7 (5-7) e 6-1, em quatro horas e 16 minutos.
Aos 29 anos, Zverev venceu finalmente um ‘major’, depois de ter perdido as três finais anteriormente disputadas nestes torneios, sucedendo no palmarés de Roland Garros ao espanhol Carlos Alcaraz, campeão das duas edições anteriores e ausente desta por lesão.
Zverev: “Serei sempre campeão de um Grand Slam”
No final da partida, o alemão não escondeu a emoção em sagrar-se campeão de um dos maiores torneios do mundo: “rimeiro, nem acreditava que tinha ganho. Depois vi a minha equipa toda a celebrar. Quando vi o meu pai levantar os braços foi aí que realmente percebi: ‘ok, ganhei'”.
“Quando estava no chão, todas as emoções saíram. Este court é muito especial para mim, tanto de forma positiva como negativa. Tive aqui alguns dos momentos mais difíceis da minha vida e da minha carreira”, recordou, de seguida, o tenista germânico.
De seguida, Zverev lembrou momentos complicados que viveu: “Estive deitado neste court com uma lesão sem saber se voltaria a jogar. Também perdi uma final de Grand Slam aqui. Essas memórias continuam comigo, mas esta vitória supera todas elas”.
“Agora, aconteça o que acontecer, serei sempre campeão de um Grand Slam e ninguém me pode tirar isso”, destacou. “Isso dá-me alguma liberdade. Talvez a minha mente esteja mais tranquila numa próxima final. Mesmo que perca, continuarei a ser campeão de um Grand Slam”, explicou, de seguida, o novo campeão de Roland Garros.
“Tive cãibras, mas sinceramente acho que eram mais mentais do que físicas. Estava muito tenso, muito emocional e um pouco instável”, atirou, ainda, antes de revelar também: “As cãibras ajudaram-me de certa forma. Relaxei um pouco, comecei a bater na bola com mais liberdade e deixei simplesmente o jogo fluir. Não podia continuar tão tenso. Tive de me soltar e foi por isso que joguei o quinto set da forma como joguei”.
O alemão terminou, com o seguinte: “Nos momentos mais importantes consegui confiar nele para me salvar quando não estava a jogar bem do fundo do court. Trabalhei muito este golpe e estou feliz por me ter ajudado a ganhar este troféu (…) É um esforço de família e de equipa. Trabalho com praticamente as mesmas pessoas há 12 anos e todos merecem este troféu tanto quanto eu”.









