Steve McClaren, antigo adjunto de Erik ten Hag no Manchester United, revelou detalhes do desentendimento entre Cristiano Ronaldo – que foi novamente associado ao Sporting recentemente – e o treinador neerlandês. O conflito acabou por marcar a segunda passagem do capitão da Seleção Nacional por Old Trafford e culminou na saída para a Arábia Saudita, em janeiro de 2023.
Exigências táticas na origem do conflito
A origem da tensão esteve nas exigências táticas impostas por Ten Hag. O técnico pretendia implementar um modelo de pressão alta semelhante ao utilizado com sucesso no Ajax. Nesse sistema, o avançado seria a primeira linha de pressão, exigência à qual Cristiano Ronaldo não se mostrou totalmente recetivo.
Em declarações ao podcast The Good, The Bad and The Football, McClaren explicou que o treinador se manteve firme nas suas convicções. «Houve muitas batalhas naquele campo de treinos. Era muito: “só quero que faças isto, isto, isto e isto”. Era assim que o Erik treinava: “Ronnie, este é o teu trabalho”», revelou.
O antigo adjunto recordou ainda as conversas que mantinha com Ronaldo –cuja empresa sofreu um corte de relações com o Benfica– para tentar mediar a situação. «Eu dizia-lhe: “Tudo o que ele quer é que sejas o primeiro a pressionar, fazer uma corrida, duas corridas, talvez uma terceira. Depois recuperas posição para podermos jogar para ti”», contou.
Ten Hag não cedeu
Segundo McClaren, a mensagem do técnico era clara: «Se não consegues fazer isso, não vais jogar. Ou se não quiseres fazer isso, não podes jogar. Ele não te vai escolher.» A intransigência de Ten Hag acabou por ser determinante.
«Outras pessoas cederiam. Mas o Erik foi do género: “Não, vou fazer isto, e ele tem de o fazer, senão não joga”. Foi um impasse. E quem iria ganhar? O Erik manteve-se firme», concluiu McClaren, recordando um dos episódios mais mediáticos da carreira recente de Cristiano Ronaldo, que recentemente abalou a Saudi Pro League.










