Presidente encarnado não esconde a desilusão e admite que os objetivos traçados ficaram por cumprir.
Rui Costa fez um balanço crítico da temporada do Benfica e reconheceu, perante os sócios, que a equipa principal de futebol não esteve à altura das expectativas definidas para a época.
Na intervenção que abriu a Assembleia Geral de Debate de Planeamento, Gestão e Resultados Desportivos, realizada este sábado no pavilhão n.º 2 da Luz, o presidente encarnado assumiu sem reservas que os resultados alcançados ficaram longe do que era esperado.
O dirigente começou por abordar o desempenho do futebol profissional, sublinhando que a análise deve ser feita com total transparência. “Começando pelo futebol profissional, é importante dizer com total frontalidade o que todos sentimos: a época ficou aquém da exigência do Benfica”, afirmou.
Apesar de valorizar a conquista da Supertaça, Rui Costa deixou claro que o troféu conquistado não compensa os objetivos falhados ao longo da temporada. “A conquista da Supertaça é um tíutulo que valorizamos, mas que está longe de corresponder às ambições que tínhamos para esta temporada”, declarou.
O presidente das águias apontou ainda o terceiro lugar alcançado no campeonato e a ausência da Liga dos Campeões da próxima época como fatores que marcaram negativamente o balanço desportivo. “O terceiro lugar e a ausência da Liga dos Campeões do próximo ano não correspondem ao objetivo que traçámos nem ao investimento realizado», salientou.
Rui Costa garantiu, por fim, que a direção não pretende fugir às responsabilidades nem suavizar a avaliação da época. “Não ignoramos nem procuramos esconder esta realidade”, concluiu, assumindo publicamente a deceção pelos resultados alcançados.
Apesar do desfecho negativo, o presidente das águias garantiu que o clube encara o momento com responsabilidade e ambição renovada. «Assumimos esse desfecho com sentido de responsabilidade e com a convicção de que o Benfica tem de voltar a ocupar o lugar que lhe pertence. Ser campeão nacional, o principal objetivo com que partimos em cada ano», sublinhou.
Rui Costa procurou ainda enquadrar as dificuldades sentidas ao longo da época, destacando o contexto competitivo exigente que condicionou a preparação do plantel. “Ao mesmo tempo, importa analisar a época com rigor e sem simplificações. Estávamos cientes que iríamos enfrentar um contexto particularmente exigente, marcado por um calendário condicionado pela realização do Campeonato do Mundo de Clubes, o que reduziu significativamente o tempo disponível entre o final da temporada e o arranque competitivo da nova época”, explicou.
O dirigente benfiquista referiu igualmente que o reforço do plantel não produziu o impacto esperado, admitindo erros na avaliação inicial e dificuldades de integração. “Foi também nesse enquadramento que procurámos reforçar a equipa com novos jogadores que pudessem ter um rendimento elevado imediato, algo que, quer por erros de expectativas da nossa parte, quer por questões de adaptação, acabou por não acontecer da forma como pretendíamos, culminando numa irregularidade exibicional que muito nos comprometeu em termos de classificação”, concluiu.









