Marco Silva ainda não foi oficialmente apresentado como treinador do Benfica, mas já está envolvido no planeamento da próxima temporada. Enquanto se aguarda pela formalização da saída de José Mourinho rumo ao Real Madrid, a estrutura encarnada já definiu a estratégia para atacar 2026/27 e há uma ideia que Rui Costa não pretende sequer equacionar.
Há uma palavra que domina o planeamento
A estabilidade é o princípio orientador da nova época. Apesar do terceiro lugar alcançado no campeonato, a SAD encarnada acredita que a base do plantel continua a oferecer garantias e, por isso, não pretende promover uma revolução durante o mercado de verão.
Marco Silva já está a analisar os vários dossiês preparados pela estrutura, desde os jogadores a promover da formação até às necessidades do mercado. O treinador vai validar muito do trabalho desenvolvido nos últimos meses, mas encontra uma linha orientadora já definida: manter o núcleo duro da equipa.
Os intocáveis têm preço… mas só por valores muito elevados
Nesse sentido, nomes como Pavlidis, Richard Ríos, Aursnes, Dedic e Schjelderup entram nas contas para a próxima temporada. O Benfica só admite abrir negociações caso surjam propostas consideradas irrecusáveis.
Os encarnados já terão inclusive referências definidas para alguns dos seus ativos mais valorizados, apontando para cerca de 50 milhões de euros por Pavlidis e 40 milhões por Schjelderup. A prioridade passa por manter os jogadores que foram mais influentes ao longo da última época.
Há dinheiro para entrar… mas também para sair
Ao contrário do que acontece com as principais figuras, o Benfica está disposto a negociar elementos que não se afirmaram como titulares indiscutíveis. Sidny Lopes Cabral é o exemplo mais recente, estando muito perto de trocar a Luz pelo Trabzonspor numa operação que poderá render até 12 milhões de euros.
As saídas destes jogadores são vistas como uma forma de gerar receitas e equilibrar as contas numa temporada em que o clube falhou o acesso à Liga dos Campeões. Ao mesmo tempo, permitem abrir espaço para novos reforços.
Há posições que preocupam mais do que outras
Apesar da aposta na continuidade, o Benfica não vai passar o verão sem mexidas. A contratação de um defesa-central é vista como prioridade absoluta após a saída de Nicolás Otamendi, seguindo-se um extremo, um ponta-de-lança e um médio entre as necessidades identificadas.
Com a pré-época a arrancar já a 25 de junho e a estreia oficial marcada para 23 de julho, na Liga Europa, Rui Costa e Marco Silva acreditam que a melhor forma de enfrentar um calendário exigente passa por manter a espinha dorsal da equipa. Na Luz, a palavra de ordem está definida: reforçar sem revolucionar.







