FC Porto-Rio Ave joga-se amanhã, às 20h30
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, fez a habitual antevisão do confronto entre os Dragões e o Rio Ave, a contar para a 23.ª jornada da I Liga, agendado para este domingo às 20h30.
O Rio Ave está a passar uma fase difícil.
“Já tivemos uma má experiência com o Casa Pia que também não estava bem e depois aconteceu o que aconteceu. Mas amanhã não conta o passado e o que importa é o que fazemos no campo. Esperamos algumas mudanças, depois de terem jogado com três defesas diante do Moreirense, como o treinador já tinha feito noutras experiências no passado. Temos preparado para as várias possibilidades e isso é o mais importante”.
Esteve no FC Porto-Benfica de hóquei em patins, já tinha assistido a algum jogo?
“Já tinha visto na televisão. É interessante pela intensidade que tem e taticamente faz lembrar um pouco o futsal. Foi importante conhecer outras realidades do clube. Regressei a casa ainda com o som da bola na cabeça e ainda por cima foi um jogo muito bom. Sofrem-se demasiado golos!”
Como olha para o adversário de amanhã, que atravessa uma fase complicada?
“Não fazemos esse cálculo. No futebol, não é a camisola que ganha o jogo. Vou dizer o óbvio, mas o jogo começa 0-0 e vamos ter de dar o nosso melhor e mostrar a nossa força dentro de campo”.
Comentário ao “Caso Prestianni-Vini Jr”
“Nestes dias, ouvi muitos comentários e muitas análises, como é normal num caso internacional. Para mim, algo que é bastante claro: já treinei em seis países e sei que é muito diferente estar no nosso país e ser ou não bem-vindo. Repare que na minha equipa temos 7 passaportes diferentes, por isso estou à vontade… O que acho é que uma grande oportunidade conviver com pessoas de outra cultura e de outra cor. Por exemplo, para a minha filha de 3 anos que está num colégio internacional vai ser muito bom. O que sinto também é que em 2026 é triste que alguém ainda seja julgado pela cor da sua pele e isso tem de ser afastado do futebol. A imagem que me tem passado pela cabeça, uma fotografia com 35 anos da qual falei na minha tese, é de Carl Sagan, o vídeo está disponível no Youtube – procurem Pale Blue Dot – e acredito que é uma grande lição sobre este tema, nomeadamente sobre nossa relação entre seres humanos. Aponta a generosidade que nos deve mover e não todas estas más energias que nada têm de bom”.
Lesões de KIwior e Martim Fernandes:
“Kiwior está a recuperar de forma fantástica e a treinar bem, mas não vai jogar porque não quero arriscar. Martim Fernandes também está a evoluir. Estamos a trabalhar os dois para o jogo seguinte. Temos ainda a situação do Thiago Silva, que será avaliada nas próximas horas”.
Francisco Moura de regresso para o lugar de Zaidu?
“Zaidu esteve muito bem depois de muito tempo parado e ambos terão espaço para jogar. O que importa é que temos um extenso e experiente plantel no qual todos estão preparados para entrar quando são chamados”.
Sente que a equipa caiu em termos ofensivos?
“Se bem se lembra, há uma semana, estávamos aqui a falar do que temos de evoluir e de facto há algumas coisas em que temos de melhorar. O que é um facto que todas as equipas têm vindo aqui com muito respeito e jogado de forma mais conservadora, apostando em contra-ataques e nas bolas paradas. Em relação ao último jogo, selecionámos 33 momentos em que podíamos ter convertido em golo, mas que faltou um passe ou um remate melhor. No futebol, marcar mais um golo do que o adversário é suficiente. Mas sabemos que o importante é mantermos a nossa consistência, sendo que o calendário não nos dá tempo para pensar no passado”.
Rendimento de Alan Varela:
“Os altos e baixos são normais. Estou cansado de repetir que para competir em 3 competições não podemos ter só 11 jogadores, precisamos de todo o plantel. A posição é um caso excelente: Pablo já jogou noutras posições e rendeu o Alan quando este precisou de um pouco espaço. Agora voltou a um grande nível, com grande capacidade com bola e sempre a defender. Estou muito contente em dizer que em todas as posições tenho pelo menos um jogador capaz de nos manter a lutar pelas competições”.
Substituto de Samu:
“Não há muitos segredos, para o Moffi era importante estar algum tempo a treinar, para se adaptar à equipa e já está ao nível que era preciso. Deniz Gül tem estado em grande forma. Ter dois avançados do nível de Luuk e Samu de fora com lesões tão severas é quase uma situação única. Felizmente, a direção encontrou uma solução e agora temos dois avançados de qualidade, até tendo em conta que temos a Liga Europa. Quanto ao Gabri Veiga e o Rodrigo Mora temos dois jogadores de enorme qualidade técnica e com desejo de dar muito à equipa, por isso, nesse sentido estamos todos na mesma página”.
Como viu a prestação de PietuszewskI?
“Está na mesma situação de Moffi. O Jagiellonia teve uma paragem de inverno por isso o jogador esteve 3 semanas parado, foram quase umas férias. Por isso, nestas condições não é fácil jogar um jogo completo. Isto aplica-se a Moffi, a Fofana que estão todos na corrida para conquistar um lugar nas próximas semanas”.










