Francesco Farioli fez a antevisão do confronto entre o FC Porto e o Famalicão.
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, fez a habitual conferência de imprensa que antecede o confronto frente ao Famalicão, a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal, agendado para a próxima quinta-feira, dia 18 de dezembro, às 20h45, no Estádio do Dragão.
O FC Porto vai jogar frente ao Famalicão depois de vencer esta equipa para o campeonato, por 1-0. O que espera da nova partida?
“Mencionou o primeiro jogo na Liga, também jogámos contra eles no verão. Conhecemo-los bem, vamos ter de ter isso em conta. Tem um diferente sabor. Espero que seja mais agressivo do que em Famalicão. Espero que façam o que fazem normalmente, vai ser um jogo aberto entre duas equipas que querem seguir em frente”.
Rodrigo Mora e Gabri Veiga pode jogar juntos no onze?
“É uma possibilidade, não vou dizer a percentagem. Todas as opções são possíveis. O Mora joga como extremo, falso 9. É uma possibilidade de início ou para durante o jogo. Vamos estar abertos a todos os cenários”.
Elogio o que a equipa fez no jogo de Famalicão. O mesmo chegará ou será preciso mais?
“Imagino que para eles, como para nós, é um objetivo chegar ao fim e ganhar a competição. Aprecio a forma como estão taticamente organizados, têm muito claro o que querem fazer. Vai depender muito da abordagem, se vão pressionar mais alto ou se vão fazer outro tipo de jogo. De acordo com o seu plano, é encontrarmos a melhor solução e estarmos conectados”.
Vai fazer gestão de equipa por causa do calendário do FC Porto? Considera ser uma dificuldade acrescida num jogo sem margem para erros?
“Não vou falar de casos individuais. Vou focar-me na primeira parte da sua questão. Para nós, num clube que compete para títulos, como pode imaginar temos de ganhar jogos. Temos de gerir, mas não podemos gerir muito porque temos de ter um onze competitivo. O plantel está equilibrado, exceção para as posições onde há lesões. Os problemas podem acontecer, mas no geral a capacidade para jogar está alta. O facto de o FC Porto ter jogado o Mundial é um fator. É bom gerir o clube desta forma, muitas ou poucas mudanças. No fim o que conta é como jogador está durante a semana, a confiança que me dá. Se queres continuar e a melhorar é um dos principais fatores”.
Ainda não vimos Prpic e Kiwior no onze ao mesmo tempo.
“Não sou fã de jogar com dois centrais de pé esquerdo. Talvez seja uma questão mental, na realidade é uma possibilidade que estamos a considerar. É o momento para todos estarem preparados. O Pablo também pode jogar lá. São várias as possibilidades. Prpic está a jogar menos mas é um jogador que sempre que esteve em campo teve um grande desempenho, é adorado pelos adeptos, é um soldado. Tenho a certeza de que terá as suas oportunidades e defender a equipa como precisamos”.
João Teixeira foi chamado ao último treino do FC Porto. Está próximo de ter oportunidade de jogar?
“Estou aberto a ver o que está a fazer na equipa B e nos sub-19. Fazia isso no passado. Estamos muito conectados, seguimo-los de perto. Há partilha de informação. João? Estou impressionado, tem um perfil interessante, é um central com qualidades técnicas. É muito explosivo. Tem muitas coisas. Para todos os jogadores que estão a sonhar com a primeira equipa há algo claro: têm de trabalhar e ajudar-nos. Têm de ser o exemplo. Deixe-me mencionar a evolução de Alarcón, mandei-o para a segunda equipa, numa semana não imaginam como deu o clique a nível mental. É um jogador que nos pode ajudar”.
A possibilidade de encontrar o Benfica nos quartos de final da motivação extra?
“A motivação é seguir em frente, se quisermos chegar ao fim e celebrar temos de ganhar jogos. Vamos defrontar as melhores equipas na competição, o jogo de amanhã é agora o mais competitivo. Vamos colocar o foco no jogo de amanhã”.
Está atento ao mercado de inverno? É obrigatória comprar jogadores em janeiro?
“Termos os jogadores preparados para jogar acima dos 90% é incrível. São fatores para um possível sucesso. Tivemos a lesão de De Jong, de Gabri Veiga… Com o clube estamos a trabalhar de perto para perceber, de acordo com as possibilidades, o que podemos fazer. Queremos tornar a equipa mais equilibrada. Estamos onde estamos com estes jogadores. É algo que não devemos esquecer. Também é uma mensagem: quem vier tem de vir com o desejo de ajudar, meter o interesse do clube acima”.
Com as lesões em mente, Farioli parece que vai a jogo com as substituições pensadas. Confirma este cenário?
“Uma das minhas responsabilidades é ter uma visão que vá mais longe do que hoje. Gosto de ter jogadores frescos e com a fome certa para competir. Depois, temos de ter um grupo que percebe o que estamos a fazer, que percebe as decisões e que me deixe confortável. Há suspense. Quando mudamos uma peça do puzzle, tudo vai mudar. É bom ter mais do que um plano. O foco é para amanhã, colocar todo o esforço para o que temos. Para ganhar jogos a este nível temos de ter atenção aos detalhes”.











