Francesco Farioli fez a antevisão do confronto entre o FC Porto e o Malmo.
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, fez a habitual conferência de imprensa que antecede o confronto frente ao Malmo, a contar para a sexta jornada da fase de liga da Liga Europa, agendado para a próxima quinta-feira, 11 de dezembro, às 20h, no Estádio do Dragão.
Tendo em conta que o Malmo está em transição técnica, que adversário espera?
“Não é uma tarefa fácil preparar uma equipa que não tem jogado nos últimos tempos. Como disseste, eles estão num processo de mudança técnica, o novo treinador é um bom amigo então tentei tirar alguma informação, mas como devem imaginar não foi possível. Temos diferentes planos, diferentes cenários, mas acima de tudo é precisa muita concentração para um jogo que é muito importante no nosso trajeto na Liga Europa. Com o apoio dos nossos adeptos, como um estádio cheio de novo, teremos o empurrão que é necessário para uma partida importante como esta”.
A grande diferença de pontos entre as duas equipas entusiasma-o?
“A diferença é no papel. Quando o jogo começar estará 0-0 e eles terão o desejo de disparar a sua última bala, pois é a sua última oportunidade. Não têm nada a perder e quando encontramos um cenário destes é sempre complicado. A prioridade é irmos com tudo o que temos, fazer tudo desde a primeira bola, pois temos de encaminhar o jogo na direção certa desde o início e também respeitar o facto que o Malmo é um clube com história na Europa, um grupo de jovens muito talentoso e um treinador que quer terminar o seu trabalho da melhor forma possível”.
Vai ficar muito tempo sem Luuk de Jong. Já falou com o presidente sobre novos reforços para o mercado de janeiro?
“Estamos sempre em contacto com o presidente, diariamente, e não só sobre o mercado mas sobre todos os tópicos que surgem. O mercado vai ser mais um tópico, temos feito reuniões com o departamento de observação constantemente ao longo da época para estarmos preparados a partir de 1 de janeiro para respondemos às dificuldades que tivemos especialmente com as lesões do Nehuén Pérez e do De Jong. Estamos a avaliar diferentes cenários, diferentes possibilidades e assim será. De certeza que não seremos capazes de cobrir todas as posições que queremos, mas seremos criativos e encontraremos as melhores soluções para ter uma equipa que poderá lutar até ao fim”.
Antes do jogo com o Nice falou sobre melhorar a diferença de golos. Como aborda esse tema com os jogadres?
“É passo a passo. Falou de um ponto que fez parte da nossa reunião desta manhã, porque apesar dos resultados estarem a ser, na sua maioria, os que pretendemos, nunca estamos satisfeitos. Queremos fazer melhor, criar mais, sofrer menos… Na Liga conta muito os pontos e na Liga Europa essa importância dos pontos é acrescida da dos golos, pois pode levar-te a qualificar diretamente ou não”.
“Na Europa, no novo formato, é uma forma ainda mais vincada de estimular o que precisamos, de estar preparados para todos os momentos e valorizar todos os minutos que jogamos. Ganhar e marcar mais golos pode abrir um cenário interessante para nós, embora primeiro tenhamos de abordar o jogo a procurar ganhar e depois veremos como estamos. O objetivo é sempre marcar e não sofrer”.
Já demonstrou insatisfação com as exibições frente a equipas mais fracas. Considera que a atitude da equipa é um problema a resolver?
“Como sabe estamos a jogar tantas partidas que mesmo que façamos tudo para evitar momentos de menos qualidade isso faz parte do jogo. É importante ser reativo, como fomos na segunda parte em Tondela, onde quando vimos que era o momento de acelerar encontrámos a energia, a atitude e o espírito certos para essa dinâmica. O que estes jogadores estão a fazer está a tornar-se normal, a sensação de que vais para o campo e ganhas o jogo com alguma facilidade… Não é verdade”.
“Vi alguns artigos estes dias que, honestamente, na minha opinião, embora me façam pensar, também me fazem sorrir. Penso que a batalha e pressão do exterior está aí, é claro, o desejo de criar ruído cá dentro é sempre um tópico que vejo a partir do exterior. Assim, é ainda mais importante para nós que haja união. Para mim, deixem-me tentar em português… A minha mensagem à família portista é muito clara: juntos contra todos”.
O calendário do FC Porto foi tema de conversa. Considera que os jogos adiados permitem que a equipa respire melhor?
“Na realidade, as grandes dificuldades são gerir a passagem de quinta-feira para domingo. Isto é complicado porque jogas, depois tens o dia -2, o -1 e depois jogos. Assim essas alterações dão-nos mais oxigénio para gerir o próximo jogo e, claro, ter uma semana limpa é algo que temos de planear bem. Estamos a preparar um pequeno estágio, para integrar jogadores novos, aproximar ainda mais os jogadores, para ter finalmente uma semana onde podemos trabalhar para adicionar algumas coisas. Teremos de ver o calendário e tentar maximizar o que temos”.
Se vencer ultrapassa os pontos feitos na campanha na Liga Europa da temporada passada. É um sinal positivo para o seu objetivo?
“O nosso objetivo é sempre ter o maior número de pontos possível. Temos a oportunidade de nos qualificar de forma direta, de seguir em frente, escapar a dois jogos do playoff, mas vamos passo a passo. Primeiro, fazer os pontos necessários nos primeiros 24 e, depois, se cumprirmos o nosso trabalho, como achamos que vamos fazer, chegar a 15 ou talvez 16 pontos para nos qualificarmos diretamente. Como imaginam os cáulculos são claros. Temos 3 jogos para fazer e agarrar 5 ou 6 pontos para cumprirmos o objetivo”.










