José Mourinho fez a antevisão do confronto entre o Benfica e o Estoril.
José Mourinho, treinador do Benfica, fez a habitual conferência de imprensa que antecede o confronto frente ao Estoril, a contar para a 17ª jornada da Liga Portugal, agendado para o próximo sábado, dia 3 de janeiro, no Estádio da Luz.
Que adversário espera receber neste primeiro jogo de 2026?
“A importância deste jogo é a de sempre. O objetivo é ganhar todos os jogos e quando isso não acontece é negativo. O Estoril é uma boa equipa e é uma equipa difícil. Joga um futebol muito interessante, para não elogiar ainda mais, mas podia fazê-lo. Dentro das equipas que não joga na Europa, o que significa uma semana de trabalho e de evolução com um bom treinador como é o Ian Cathro. É uma equipa que está tranquila na tabela e que quererá fazer um bom resultado”.
Como prevê a vaga de jogos que se avizinha?
“As equipas que jogam contra nós têm vantagens porque têm semanas completas para trabalhar e não acumulam tanta fadiga. Das equipas que estão na Europa também somos a que está em situação mais difícil com o maravilhoso calendário que nos calhou, depois de Newcastle, agora vem Real Madrid e Juventus. No nosso caso muito honestamente, muitas alterações significam um decréscimo no nosso jogo. Se me perguntares se vou fazer um pré-Braga frente ao Estoril, não, não o posso fazer, tenho de ir na máxima força frente ao Estoril e pensar jogo a jogo”.
Hipóteses de título?
“Se calhar as pessoas não pensam como eu, mas para mim a transição do calendário não me diz absolutamente nada. O reveillon, as passas, a roupa interior isso não me diz nada. Em relação ao campeonato agarro-me à matemática, porque ainda estão muitos pontos em disputa. E agarro-me ao facto de sermos a única equipa que ainda não perdeu em competições portuguesas. Não somos uma equipa do outro mundo, mas somos uma equipa difícil de bater, com as nossas forças e debilidades. Depois, só perdido um jogo em 14, com o Bayer, num jogo em que massacrámos o adversário também me dá força para continuar. Não podemos esquecer que o teu sucesso também depende dos outros. O FC Porto está a fazer uma primeira volta extraordinária que não dá oportunidade mesmo a quem está a fazer bem. Se este FC Porto fosse o do ano passado teríamos outras hipóteses”.
Está com medo das arbitragens?
“Eu nunca tenho medo das arbitragens. Honestamente nem sei quem é o árbitro para o Estoril. Nunca tenho problemas com os árbitros antes dos jogos. É claro que depois dos jogos há análises a fazer e coisas que posso dizer. Eu pessoalmente nunca vetaria um árbitro. Acredito que o que venha para o nosso jogo venha para fazer o bem. Se me perguntares para o Sporting-Gil Vicente já não posso dizer porque não jogo”.
Sidny Lopes Cabral vai ser opção frente ao Estoril?
“Vai estar no banco. Não está em condições para jogar de início porque já não treina com a equipa há algum tempo. Mas é uma opção, pode jogar em várias posições. Está feliz, é um bom menino e penso que acabará por jogar”.
Considera que os rivais têm estado mais fortes?
“Se o FC Porto tivesse empatado dois jogos era normal, mas o que está a fazer é anormal. Se o Sporting não tivesse a sorte de enganarem ocasionalmente na marcação de um canto que dava um empate, também estaria mais perto de nós. O Benfica em condições normais também teria ganho ao Braga – hoje já afasto o humor negro – e teria ganho com o Casa Pia – acho que o árbitro será o mesmo Sporting-Gil Vicente. Autoavaliação? Acho que é positiva, perdemos pontos com o Casa Pia e com o Braga da maneira que foi e empatámos com o Sporting o que é normal, por isso estamos bem”.
O Benfica lida melhor com equipas que jogam mais abertas como o Estoril?
“Se fizerem o que fizeram ao Sporting não será fácil porque não sei o que é mais fácil, enfrentar equipas que pressionam alto ou que jogam em bloco baixo”:
Esperava já ter um extremo no mercado de janeiro?
“Lido com esta altura com tranquilidade e sei bem do que precisamos. A estrutura está a trabalhar e o Simão e o Mário Branco estão a trabalhar e chegará um jogador com essas características”.
Gostava de poder contar com Wesley ou Rafa Silva?
“Não vou comentar esses rumores porque estaria a falar de jogadores que não são nossos. Deixo esse trabalho para os comentadores, que gostam de falar de mercado. Sobre esses nomes a única coisa que posso dizer é que os conheço. Em relação ao Batagov que têm falado que nem sequer o conheço, por isso tentem ser mais equilibrados”.
Qual o papel de Rafa Obrador na equipa do Benfica? Espera saídas em janeiro?
“Um dos jogadores que cresceu muito na equipa comigo foi o Dahl. Só me lembro de dois erros – no Bayern e o penaltinho contra o Braga. Depois lembro-me grandes jogos, sempre sólido defensivamente. Marcou o golo da vitória em Braga. É muito forte na recuperação e é difícil tirar-lhe o lugar. Depois, na hora de lançar alguém optei pelo José Neto, que merecia depois do que fez no Mundial. Se me perguntar se o Obrador é bom jogador, eu digo que é, mas o Dahl não dá hipótese. Quanto ao Henrique Araújo, a equipa está muito adaptada ao Pavlidis e depois sofre com a situação do Ivanovic, que chegou com o comboio em andamento. Quanto a empréstimos em andamento, Mário Branco está em cima disso e de certeza que há jogadores que irão sair”.









