José Mourinho fez a antevisão do confronto entre o Farense e o Benfica.
José Mourinho, treinador do Benfica, fez a habitual conferência de imprensa que antecede o confronto frente ao Farense, a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal, agendado para a próxima quarta-feira, dia 17 de dezembro, às 20h45, no Estádio São Luís.
Como está a preparar a mudança de chip para a Taça de Portugal?
“São finais. Por isso não tem havido mudança de chip porque não temos jogado nenhum que nos possa permitir. Se não ganhássemos com o Nápoles estávamos fora, perder em Faro significa estar fora da Taça. O chip é sempre o mesmo. Temos de ganhar. Acho que isso nos pode ajudar porque, muitas das vezes depois de um grande jogo, pode haver relaxamento, muitas vezes as equipas depois não respondem da melhor maneira. Sabemos que é difícil, o Benfica teve dificuldades lá, esteve a perder. A equipa B esteve a ganhar e perdeu”.
“É uma equipa que luta com as armas que tem, num campo difícil. Se vier alguma pergunta sobre se vai mudar, vou mudar alguma coisa, nem muito nem pouco. Vou mudar porque confio cada vez mais em toda a gente. Não porque ABC precisa de descansar. O jogador que está em dificuldade é o Barreiro e nem está na lista. Não parte pela fadiga, é pela minha confiança crescente em gente que tem tido menos oportunidades Os nossos treinos parecem jogos, é uma coisa que me dá uma grande satisfação. Faremos 3/4 alterações”.
Tendo em conta que vai fazer mudanças, vão existir alterações no sistema de jogo?
“Esta coisa de sistema hoje em dia é um pouco complicada de analisar nesta perspetiva de sistema unico. Pressiona-se de diferentes maneiras. A mudança implica que se tenha de modificar algumas coisas. Uma coisa é jogar com o Aurnses na direita ou na esquerda, ou com o Andreas que é verdadeiramente um ala. São estas pequenas diferenças que nos farão modificar alguma coisa. Analisámos bem o perfil do Farense, temos de nos adaptar, há coisas que é impossível de contrariar se não nos adaptarmos”.
Criticou a atitude dos jogadores do Atlético no último jogo para a Taça. Como se está a preparar para que isto não aconteça?
“O jogo com o Atlético também marcou uma viragem na nossa equipa. Cada vez mais nos identificamos, nos conhecemos. Sabem que eu perdoo com todo o coração o erro que o Dahl cometeu contra o Bayer, o erro do Tomás no penálti… Sabem que é uma coisa que nunca aceitarei, que são reduções nos níveis de concentração, é das coisas que nunca consegui ultrapassar. O facto de termos dificuldades em Chaves e com o Altético, sabemos que vamos ter dificuldades com Farense. Não nos apanham de surpresa. Uma equipa física, que não se preocupa muito com princípios de jogo. Sabemos que vamos ter dificuldades, temos de ser capazes de responder. Tem sido uma trajetória não fácil, são três jogos sem jogar na Luz. Temos de continuar em frente”.
O principal alvo dos mind games tem sido a sua própria equipa?
“”Acho que aquilo que me tornou conhecido foram os títulos que ganhei e não o facto de dizer umas bacoradas. Falar convosco é também um modo de chegar aos jogadores. Depois de falar convosco ou antes normalmente já falei com eles ou vou falar com eles. O que vos disse foi o que disse ao intervalo. Não se tratou de um approach diferenciado ao nível mental. Cada jogo é um jogo. Os estados de graça acabam e os momentos de grande dificudade acabam. Tudo tem um fim. Agora que vivemos um bom momento temos de ter esta força mental de querer sempre mais”.
Leandro Barreiro é ausência e falou que vão haver mudanças. Que onze vai apresentar amahã?
“O Leandro amanhã e na segunda vamos ver como chega. Aproveita para deseja ao Vasco uma boa recuperação, parece um ótimo miúdo. Que tudo corra bem. Amanhã aquilo que não estiver em campo vai estar no banco. Não é que vamos facilitar, não vamos facilitar, aquilo que vamos mudar, o ponto de partida do mudar é dar a jogadores que merecem jogar a oportunidade de jogar. Não é este jogador precisa muito de descansar. O Otamendi vai jogar, há um par que não vai jogar, se calhar dois ou três. Ter estes jogadores no banco me dá uma certa segurança. Vamos com o objetivo de ganhar a eliminatória. É mais uma viagem, não temos uma oportunidade de jogar em casa, quando houver sorteio tem ir outro para ser alguém mais sortudo”.
Resposta às recentes declarações de Frederico Varandas na gala dos Prémios Stromp?
“Não comento nada, li que se vai recandidatar. Apesar de ser algo que não me diz respeito, aproveito para lhe dar os seus parabéns pelo seu trabalho”.
Tem apostado num sistema com cinco médios. Que diferenças sente?
“Em termos de coesão sim. Em termos de uma equipa compacta defensivamente, com segurança na gestão do jogo. Nos primeiros 15/20 minutos, 0 remates à nossa baliza. Se não está por cima não está por baixo. Ter gente rápida que procura profundidade dá outra dimensão que eu gostaria de ter. A equipa evoluiu bem neste sentido. A equipa vai crescendo. Quando tivemos um par de resultados negativos não houve pânico, da mesma maneira agora que estamos a jogar bem, calma”.
Manu Silva vai jogar amanhã?
“Sim, joga, o Enzo vai sentar-se ao meu lado. São jogadores com um perfil parecido, jogam nas mesmas zonas, interpretam muito bem o jogo na fase defensiva e ofensiva. Não são muito rápidos, mas têm uma leitura de jogo muito boa. São os dois fortes nas bolas paradas. Enquanto não havia Manu estávamos um pouco limitados, agora com ele a começar a aparecer quando estiver bem é otimo para nós. Dois jogadores por posição dá-nos estabilidade”.
Vai existir alguma surpresa na equipa do Benfica de amanhã?
“Banjaqui, é o único que vai estar convocado para além dos que vieram de baixo. O Neto e o Freitas foram para o Funchal. Quero que joguem muito para o desenvolvimento, precisam de jogar, hoje na Madeira é um jogo de 1.ª Liga porque o Marítimo é uma equipa de 1.ª liga. Abrem porta a que mais gente seja convocada, o Obrador regressa e o Banjaqui vai ser convocado pela primeira vez”.
Pavlidis está entre os melhores marcadores da Europa. Onde é que o coloca no ranking?
“”Não faço rankings, recuso-me porque tenho um respeito tremendo pelo tanto que me deram. Em termos de guarda-redes que já tive: Vítor Baía, Júlio César, Petr Cech, Lloris… Agora imaginem isto a central, lateral direito… Identifico-o como um ótimo jogador. O Pavlidis é o tipo de atacante que se não marcar o seu contributo nunca é zero, é um jogador que podia ser um médio ofensivo porque tem essa qualidade de construir. Gosto muito dele. Gosto do crescimento que o Ivanovic está a ter, da força psicológica a resistir a três meses sem jogar. Vamos melhorando todos um bocadinho de cada vez”.










