Confronto da final da Taça de Portugal joga-se amanhã no Jamor a partir das 17h15
Rui Borges fez, este sábado, a antevisão ao encontro entre o o Sporting e o Torreense, agendado para amanhã, às 17h15, no Estádio Nacional contar para a final da Taça de Portugal
Acabar a época com este troféu é justo?
“A justiça é relativa. Acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, de lutar pelo troféu e vencê-lo, mas temos de fazer muito para vencê-lo, temos de demonstrar em campo. Teremos pela frente um adversário que vai dar a vida. Temos de estar preparados para a dificuldade, tudo bem que é contra um adversário da segunda divisão, mas que ainda esta semana deixou em dificuldades uma equipa da primeira liga. A nossa época foi fantástica, em termos de qualidade, das competições em que estivemos inseridos. É certo que não fomos tricampeões, que era o que queríamos. Mas queremos conquistar o segundo troféu mais importante do nosso calendário desportivo.”
Ioannidis está disponível para o último jogo da época? Qual a razão para o Sporting estar muito ativo no mercado, numa altura em que a época ainda não terminou?
“O Fotis não estará para o jogo. Eu poderia dizer que está se calhar 100% recuperado, mas ainda não integrou o treino totalmente connosco e por tudo o que foi a paragem, creio que o melhor foi não ativar a utilização dele. Acredito, e tenho toda a certeza, que arrancará a época a 100% e isso também será importante para ele e para nós também. Mercado? Fala-se muito, o único que podemos falar é do Zalazar. De resto, é a vossa parte. O mercado é todos os dias e faz parte do futebol. Temos de estar cientes do que se passa. Tudo aqui é feito com rigor, com muita comunicação, e estamos perfeitamente identificados com aquilo que queremos para a próxima época e o clube está a ser fantástico.”
Possível saída de Trincão e Maxi…
“Eu gostava de ter todos, gostava que o Morita não fosse, que o Quenda não fosse. Fico feliz por vê-los ligados aos grandes clubes, não só o Hjulmand como o Maxi. É sinal de valorização ao longo de toda a época. Faz parte do futebol. Não mexe em nada, eu gosto muito de todos eles e não gostava de perder nenhum, mas sou muito frio nesse aspeto: para saírem uns têm de entrar outros. Estamos num grande clube e, com toda a certeza, os jogadores passam, os treinadores passam e o Sporting será sempre o Sporting. Estou muito focado no jogo de amanhã. Depois, descansar, que preciso, e depois analisaremos o mercado. Os jogadores têm cláusulas e é muito dentro dessas perspetivas.”
Saída Hjulmand? Quem será o titular da baliza amanhã?
“Poderia dizer que já decidi ou não decidi. Eles ainda não sabem, portanto seria ingrato da minha parte estar aqui a dizer quem jogava. Em relação ao Morten, é um jogador que tem contrato com o clube, estava a chatear-me para se apresentar dois dias antes, até porque a seleção também joga nesta reta final. Ficarei muito feliz se ele continuar, mas se não ficar é o futebol. Gosto muito dele, é o nosso líder, deu sempre a cara pelo grupo e isso é muito importante. Precisamos cada vez mais de líderes assim.”
O lugar do treinador do Torreense, qual seria a sua prioridade, a final da Taça de Portugal ou a subida à I Liga?
“De alguma forma, valoriza também o trabalho do Sporting não só com o Rui Borges mas nos últimos anos, na valorização do futebol português e do jogador português. Trabalharemos para dar sequência. Fico feliz, mas triste porque gostaria de ter mais gente. O Pote merecia, o Edu também é um jogador que tem de estar em avaliação para o futuro da Seleção. O Mangas também apareceu muito bem numa primeira fase da época. Mas fico feliz com a valorização do futebol português e sobretudo dos jogadores do Sporting. Em relação ao Torreense, eu metia os melhores jogadores. Têm 3-4 dias para respirar. Acredito que no início da época se mostrassem uma folha aos jogadores do Torreense entre disputar o acesso ao playoff ou a final da Taça de Portugal, eles assinavam [a final da Taça] com toda a certeza. Acho que querem disputar o jogo no seu máximo. Independentemente de quem jogar amanhã no Torreense, tenho a certeza que terá uma motivação fora do normal. É uma equipa que não perdeu nos últimos sete jogos, com cinco ‘clean sheets’. Temos de estar muito concentrados e focados nos nossos comportamentos individuais e coletivos.”
Conquistar da Taça de Portugal dois anos seguidos é algo que não acontece desde 2007 e 2008.
“Muito honestamente, não tenho estado focado nesse aspeto. Eles são jogadores profissionais e sabem o que é andar nisto. Todos os outros jogadores têm contrato com o Sporting e nenhum deles deve estar muito nostálgico porque têm contrato com o Sporting. Sinto-os felizes e motivados para acrescentar mais uma conquista para o Sporting. Acho que a felicidade deles e a parte da motivação deles está no auge e não preciso de estar muito preocupado nesse sentido, com a parte nostálgica do jogo. Querem saber sim se o míster vai colocá-los a jogar porque estão ansiosos para jogar. Acho que tudo o que fizemos esta época foi muito bom. Não conseguimos ser campeões, é certo. Disse-lhes que não chegava sermos iguais à época passada para sermos campeões novamente, até porque fomos praticamente idênticos à época passada, e não fomos campeões. Mas isso não apaga o que fizeram. A equipa demonstrou qualidade durante toda a época, de forma consistente, e em todas as competições também. Temos de mostrar dentro de campo que merecemos terminar a época com um troféu”.
O que retira da analise que fez ao Torreense?
“A controlar: as bolas paradas; têm dois centrais que são muito fortes no jogo aéreo. Contra-ataque e ataque rápido: têm jogadores muito rápidos e temos de estar muito preparados para essas transições. Temos de estar muito equilibrados, a nossa linha defensiva e intermédia. A equipa tem de ser muito competitiva. Ainda agora dei o exemplo de estarem sem perder há sete jogos e com cinco clean sheets. Vamos ter dificuldades e teremos de estar no nosso melhor para vencer o Torreense. Tivemos dificuldades com o Paços no primeiro jogo da Taça de Portugal e o Paços desceu à Liga 3. O Torreense recentemente colocou dificuldades ao Casa Pia e até terminou com mais remates à baliza do que o Casa Pia. Temos de estar atentos.”
Respeito pelo Torreense é uma forma de afastar a pressão?
“É sermos sérios e não entrarmos em facilitismos. A pressão neste clube é diária, é a pressão de querer ganhar. É uma pressão positiva. Favoritismos? Para estar numa final, uma equipa tem de ser os seus méritos. Passei por todos os escalões. Sei bem o que significa estar numa final do Jamor e as dificuldades que as equipas colocam às equipas ditas favoritas. Não olho para o Torreense como uma equipa que está num escalão inferior, até porque está a lutar para subir à 1.ª Liga. Para mim, é respeito máximo. E é só não deixar entrar em facilitismos, até porque é uma festa muito bonita e que assim seja por muitos anos. Ainda não ganhámos nada.”
Tendo em conta que não à margem para errar, isso torna o jogo mais complicado? Possibilidade de Virgínia estar de saídas dificulta a sua escolha quanto ao titular da baliza para o jogo de amanhã?
“O Virgínia tem contrato com o Sporting. Vocês colocam mais de meia equipa de fora do Sporting e a outra metade dentro! Esqueçam isso. É apenas mais uma decisão minha, como muitas outras que tive ao longo da época. Difícil era eu estar em casa e a ver na televisão. Estou feliz por disputar mais uma final e com a maior das seriedades. Muito sério na abordagem ao jogo, no que representa. O favoritismo eu percebo da vossa parte. Mas é só olhar para o nosso campeonato e o primeiro jogo da Taça de Portugal. Perdemos pontos contra equipas que desceram. Se voltarem atrás, os jogos que mais me stressam são os da Taça de Portugal porque sei o quão difícil é defrontar equipas de escalões inferiores e ganhar esses jogos.”
Faz sentido esta final se disputar numa altura em que se joga o playoff de subida?
“Para mim, o Torreense chega nas mesmas condições. Quando querem estar entre os melhores… É o que é. É o futebol. Se perguntassem ao míster Tralhão e mostrassem, com o calendário definido, que iam disputar o playoff de subida mas que também iam a uma final da Taça de Portugal, acho que ele assinava na hora. Não tenho dúvidas algumas. Não é por aí que o Torreense vai deixar de ser menos competitivo na final da Taça de Portugal ou no segundo jogo do playoff. As equipas que querem andar entre os melhores têm de saber lidar com isso, como nós também temos quando estamos na Liga dos Campeões.”
Por altura do intervalo deste jogo, o Sporting já vai saber se entre direto na Champions. Os jogares vão ter acesso a essa informação?
“Não. Acredito que hoje em dia é difícil em termos de comunicação conseguirmos abafar ou não. Mas acredito que a equipa não estará preocupada com o acesso direto, mas sim focados no jogo que vamos disputar. O foco deles é terminar a época com um troféu que é nosso. No final sim, a informação poderá passar de forma mais limpa.”
Abraço leonino
“Deixar aqui um abraço a todas as pessoas das Modalidades. São muitas conquistas. A mim, enquanto treinador de futebol da primeira equipa masculina, deixa-me muito feliz. Muitos parabéns a todas elas. Deixar também um abraço a duas equipas que fazem parte do meu trajeto: a Académica pela subida – é um clube que merece estar no patamar mais alto do futebol; e ao Académico de Viseu, o primeiro que me abriu as portas ao futebol, pela subida à 1.ª Liga. Feliz pelas suas gentes, humildes.”
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