Rui Borges fez a antevisão do confronto entre o Sporting e o AVS.
Rui Borges, treinador do Sporting, fez a habitual conferência de imprensa que antecede o confronto frente ao AVS, a contar para 14ª jornada da Liga Portugal, agendado para o próximo sábado, dia 13 de dezembro, Às 20h30 no Estádio de Alvalade.
Sporting vai defrontar uma equipa que ainda não venceu. Que desafios pode o AVS colocar?
“É uma equipa bastante agressiva, intensa, com jogadores experientes. À partida chegam aqui sem nada a perder e podem vir com mais confiança, descontraídos no sentido positivo. Acho que vamos ter uma equipa completamente tranquila, tem muito a ganhar e pouco a perder. À 2.ª jornada empataram em Braga e isso dita bem o que pode acontecer se entrarmos em facilitismos. E o grande desafio será esse, a equipa estar ligada depois de uma semana de exigência máxima com jogos frente a Benfica e Bayern. Mantê-los com a mesma energia, foco, rigor e intensidade para conseguirmos fazer um grande jogo e ganhar”.
Pedro Gonçalves está novamente lesionado. Pode esclarecer o que aconteceu? Houve excesso de confiança na recuperação?
“Estava apto para jogar. Tanto estava que jogou. Caso contrário nem corríamos esse risco. Temos demonstrado muito bem o que fazemos a gerir jogadores. Felizmente temos tido poucas lesões musculares. O Pedro, e tinha dito isso antes do jogo, tinha sentido um desconforto no treino e acaba por ter uma lesão muscular. Não posso estar aqui a dizer quanto tempo será porque não pertenço à parte médica. O que posso dizer é que não poderá dar o contributo nos próximos jogos. Dará outro”.
A vaga de lesões no plantel do Sporting é falha da equipa técnica ou falta de sorte?
“É o que é, fazem parte do futebol. Felizmente não temos tido muitas. O ano passado houve muitas e algumas musculares, este ano tivemos duas, no máximo três, musculares. Controlámos muito bem. O departamento de performance, o posto médico e a equipa técnica têm feito um grande trabalho. As lesões de agora são traumáticas, não controlamos. É um jogo de contacto. Apesar da lesão do Pote… Tomara não termos lesões porque é isso que queremos evitar, mas é preciso levantar a cabeça e seguir em frente. Os jogadores vão para a CAN também… São coisas que não controlamos”.
O jogo frente ao Bayern Munique foi muito intenso. Acredita que isso pode ter influência na partida com o AVS?
“Penso e acredito que não. Fazemos o nosso trabalho muito bem feito aqui com toda a estrutura naquilo que é tentar recuperar ao máximo os jogadores. Sinto-os super motivados e isso é sinal que a energia vai lá estar. O cansaço é mais mental do que físico muitas vezes. Claro que se tivermos a intensidade que queremos, podemos sentir um pouco mais à frente, mas é para isso que existem substituições. O treinador depois tem de tomar as decisões nos melhores momentos para dar intensidade”.
Disse que está satisfeito no Sporting. Quer renovar?
“Assinava, sem problema algum. Mas não é algo que me passe pelo pensamento. Tenho contrato até 2027 e sei bem da confiança que têm em nós. Apenas focado e só em fazer o meu trabalho, que acho que tem sido bem feito. Tudo o resto é consequência disso. Vou sempre olhar para o futuro. As coisas a seu tempo virão dentro daquilo que é a nossa competência. Mas o meu foco é ser cada vez melhor, tornar o Sporting mais forte, voltar a ganhar títulos. É esse o meu único foco”.
Voltando ao tema Pedro Gonçalves. Quais são as origens das suas leões musculares?
“Isso é ciência, não lhe sei responder… Estava bem no treino e já respondi a isso. Sentiu um desconforto no último lance do treino, não posso ser mais específico. Às vezes é a fisiologia dos atletas e sabemos disso. No que fazemos, fazêmo-lo muito bem feito. Tomara que ninguém tivesse lesões, mas isso é impossível. Tem a ver com a genética em alguns momentos… Controlamos o cansaço acumulado e sentimos isso. É por isso que digo que o trabalho é muito bem feito. Mas não controlamos tudo. Se é a mesma do início de novembro? Sim, é muscular”.
Como está o estado do balneário depois da derrota com o Bayern Munique? Com lesões e CAN pelo meio, já tem uma lista de reforços para janeiro?
“Não tenho listas, já disse que não estou muito focado no mercado. Temos muitos jogos e não perco tempo a olhar para isso. Não sei se iremos ou não ao mercado. Foco-me muito nas minhas soluções atuais que são as que me importam. Queremos dar resposta nestes jogos e não dá para ir buscar ninguém. A seu tempo vamos tomar essas decisões. Neste momento, o meu foco está nos jogadores que tenho e que podem jogar”.
“Em Munique demos resposta e não ganhámos. E respondendo à primeira pergunta, o grupo está confiante e super motivado. Percebeu muito bem o que fomos capazes de fazer nestes últimos dois jogos de maior exigência, percebemos o que fizemos bem e menos bem. Eles sabem e percebem, são muito ambiciosos e não se cansam de ganhar. Estão sempre à procura de serem melhores. Sabem o que poderíamos ter feito melhor e o que fizemos muito bem. Estão super motivados. Afetados? Não. Não saímos felizes de Munique porque queríamos ganhar, mas demos o nosso melhor e fizemos um grande jogo. Continuamos o nosso crescimento apesar de um resultado que não nos agrada. A equipa sabe muito bem do que tem sido capaz e quer manter e melhorar cada vez mais”.
O Sporting tentou que Diomande e Geny Catamo saíssem apenas depois do jogo com o Santa Clara. Já obteve resposta? Já existe perspetiva para o regresso de Zeno Debast?
Não arriscamos nada. Quando estão aptos para jogar e a 100%, dentro do que são os testes e parâmetros que temos, entram para treino. Dentro disso, acredito que o Zeno volte pelo menos no início de janeiro. Espero. Se voltar antes, melhor para nós, ganhamos mais uma solução porque o Diomande vai para a CAN. Depois claro, há a parte física. Tem de estar no seu melhor para responder à exigência”.
“Em relação a Diomande e Geny, tentámos. É algo que sabemos que não será fácil, mas tentámos até porque só jogam um contra o outro no dia 24. Tentar apelar a isso. Se não acontecer, é seguir. Resposta? Para já, que saiba, não”.
Quenda, Trincão, Blopa, Nel e Hjulmand foram premiados pelo mês de novembro. Sente-se um priviligeado?
“Claramente, e já disse isso. Há bocado disseram que sou muito feliz no Sporting e sou muito mesmo. O dia-a-dia deixa-me feliz, é muito alegre, positivo, energia muito boa. E isso sente-se claramente. Seja na formação, seja na ala da equipa principal. Fico feliz porque os miúdos têm conseguido dar seguimento à imagem Sporting, naquilo que é passar da formação para a equipa principal. Temos conseguido meter mais miúdos connosco e isso é de valorizar, é sinal que o trabalho está a ser bem feito. Não tem só a ver comigo, a equipa técnica chama-os porque têm mostrado valências. Feliz por darem essa imagem e continuidade à imagem Sporting, de acreditar muito na formação”.
“Olho para a equipa B e vejo uma equipa muito focada, rigorosa, miúdos que mesmo quando estão aqui e voltam não ficam em bicos de pés. Percebem a exigência, o quanto custa ter uma oportunidade. Os prémios depois é valorização individual, trabalham muito e nada melhor do que ser reconhecidos por isso. Às vezes achamos que estamos bem e podemos não estar, mas ser reconhecidos pelos outros passa confiança. E isso é bom para todos. Mas é consequência do trabalho diário deles. Têm de querer ganhar muito mais e a dificuldade de ser um jogador excecional é manter a consistência”.
Sente que as notícias de renovação desta semana são um apoio numa altura em que tem sido questionado pelas prestações do Sporting em jogos grandes?
“Ligo a essa notícia como ligo às outras todas: nada. Foco-me no meu trabalho e é isso que me motiva, é esse o meu pensamento. Focado no trabalho, o trabalho é que vai dar consequência ao futuro. Sinto-me feliz aqui, independentemente de falarem de renovação ou não. Tenho contrato até 2027 e isso não me preocupa. Não se trata de confiança porque isso é demonstrado desde o primeiro dia. E nesta fase, nem precisava disso. Temos dado uma demonstração do que temos sido capazes e do que vamos fazer no futuro”.
Deseja sorte a Moçambique e à Costa do Marfim na CAN? Francisco Trincão está apto para jogo?
“”Sim, está disponível. As ausências são o Pote e o Debast, Quenda… A malta que está há mais tempo. O Dani está a voltar, mas não está apto para dar o contributo. É muito por aí. CAN? Já disse que queria que eles perdessem, mas não desejo isso. Perdemos nós, perdem outras equipas. É saber lidar e continuar o trabalho. O Edu tem feito grandes jogos, fez mais um em Munique…”.










