Rui Borges fez a antevisão do confronto entre o Vitória de Guimarães e o Sporting.
Rui Borges, treinador do Sporting, fez a habitual conferência de imprensa que antecede o confronto frente ao Vitória de Guimarães, a contar para a 15ª jornada da Liga Portugal, agendado para a próxima terça-feira, dia 23 de dezembro, no Estádio D. Afonso Henriques.
Está perto de completar um ano enquanto treinador do Sporting. Que dificuldades espera para amanhã?
“É especial. No dia que acabo por me despedir do Vitória, este ano faz um ano que jogarei em casa do Vitória. É graças ao Vitória que estou aqui hoje. É um jogo especial e difícil. O ambiente é especial e quem passa lá percebe. O público faz a diferença e isso notou-se a época passada, em que tínhamos o jogo controlado e de repente vira. Galvaniza a equipa. É um Vitória diferente, mais jovem. O Luís está a fazer um excelente trabalho, tem muito mérito. Tirando o jogo da Taça, vinham de cinco vitórias e com confiança. É uma dificuldade grande. Em casa só perdeu com o Benfica, é a única que ganhou internamente ao FC Porto”.
Já viu as imagens do Santa Clara vs Sporting? Considera que foi beneficiado?
“Infelizmente vivemos numa sociedade que é triste porque há falta de respeito para com o Sporting e o seu treinador. Felizmente tive uma boa educação dada pelos meus pais, com muitos valores… por isso é que se calhar hoje estou em representação e sou líder da equipa do Sporting. Deixa-me triste porque sou tudo menos mentiroso. Não tinha visto o lance, vi no avião. Explico com todo o gosto: em casa temos dois tablets, um com a transmissão da Sport TV e outro com a nossa imagem. É difícil ver as imagens. Serve mais para cortes durante o jogo e falarmos ao intervalo ou mesmo durante o jogo ajustarmos. E foi isso que aconteceu nos Açores. A imagem está lá mas não se consegue ver. E como perderam tempo à procura de uma imagem do treinador a olhar para o tablet, também podiam ter perdido tempo a ver o treinador em algum momento a dizer aos jogadores… porque eles estavam a perguntar ‘mister, é penálti?’. E eu disse ‘não sei, porque não dá para ver”.
“Podiam ver mais à frente um dos meus adjuntos com um telemóvel na mão a tentar abrir vídeos, mandados pela comunicação do clube, e nem isso conseguimos por causa da internet. Em momento algum olhei para o telemóvel. Se estiveram atentos, eu estive 12 minutos sentados à espera de uma decisão. A imagem que vêem o treinador do Sporting a olhar para o tablet é tudo adivinhos. Dizem ‘Ele está a ver a imagem’… mas ninguém viu. Alguém viu a imagem do tablet? Então como é que são uns adivinhos e dizem que o mister está a mentir. Vivemos numa sociedade que se alimenta de ódio e no futebol há muita gente com memória curta. Já aconteceu em vários jogos e é o critério do árbitro. O meu capitão diz que há toque. Em relação ao jogo e à arbitragem não falo mais. Às vezes não há respeito com o treinador do Sporting e não é de hoje”.
Farioli diz que são necessárias medidas drásticas. Considera que este época fica marcada por casos de arbitragem?
“Não vou entrar no discurso de ódio. Devemos valorizar mais o futebol do que torná-lo negativo”.
Que presente espera receber de Frederico Varandas?
“O único presente é a vitória amanhã. Vamos estar atentos ao mercado, mas não estamos nessa parte e não estou preocupado. Dentro das possibilidades e do que acharmos importante ajustar, ajustaremos. Qualquer jogo em casa do Vitória é difícil. Valorizar tudo o que o Luís tem feito. É uma equipa jovem. Ele tem tido essa capacidade, independentemente da derrota com o AVS. É difícil jogar lá. Digo isso porque tive a felicidade de estar naquela casa. O ambiente torna a equipa mais forte do que já é. É a quadra natalícia, acredito que esteja uma boa casa. Temos que estar cientes das dificuldades e preparados para a exigência do jogo”.
Tem receio de perder algum jogador importante?
“Em relação ao perder jogadores, acredito e espero bem, porque é esse trabalho que temos feito, que não sairá ninguém. É importante não perder ninguém e creio que não acontecerá. Espero estar tranquilo. Não vou comentar mais sobre arbitragem”.
No ano passado ficou magoado com a sua recessão no regresso a Guimarães. O regresso de Nuno Santos está para breve?
“Em relação ao Nuno, não sei qual é a informação de que vai voltar m janeiro. Está em recuperação, queria muito que voltasse em janeiro mas não sei. Espero tê-lo o mais rapidamente possível. É uma recuperação que tem sido difícil, mentalmente é difícil, mas é diferenciado e capaz de ultrapassar. Em relação à época passada é normal, estavam frescos. São adeptos que amam o clube, que defendem as cores e a cidade. Fazem-no de forma apaixonante e vibrante. Tenho um respeito enorme pelo clube, estrutura e jogadores. Todos me ajudaram a chegar aqui. Jamais serei ingrato”.
Ioannidis e Suárez podem jogar juntos na frente de ataque? Vagiannidis é opção para o lado direito do ataque?
“Bragança não está para jogo, acredito que esteja para breve. É mais um para ajudar. O Fotis já está melhor em relação è lesão, foi um autêntico exemplo. São dois avançados, dão coisas diferentes. Temos que nos adaptar aos jogadores que temos disponíveis e à estratégia. O Fotis, tanto ele como o Vagiannidis, podem jogar a extremo. É um jogador que pode jogar lá, treinou e a qualquer momento pode fazê-lo”.
Tem alternativas e Diomande e Geny, que se encontram na CAN? Comentário sobre a renovação de Diomande?
“Renovação? Se aconteceu, ainda não foi anunciada pelo clube… oxalá aconteça. É muito importante na equipa. Ficarei contente, também para o futuro dele. Ganha mais importância no Sporting. Feliz por qualquer renovação. Geny e Diomande? Já disse que tenho sempre alternativas, não há problema. Temos uma equipa com muita qualidade e vontade de ganhar. Foco-me nisso. Temos sempre alternativas. Jamais numa equipa como Sporting direi que não tenho alternativas”.
Estamos na reta final da primeira volta do campeonato. Ainda tem margem de manobra?
“Momentos decisivos são todos. Temos saídas difíceis mas os outros também têm. É o que é. Não vai ditar nada do que será o fecho do campeonato. É uma fase importante. Dezembro foi intenso e janeiro será mais. É importante como qualquer momento. Até ao fim ainda vai correr muita água”.
Debast pode regressar de lesão mais cedo? Porque é que em casa tem dois tablets e fora só tem um?
“Porque a internet é lenta e não conseguimos ter a transmissão. Tirando os da Champions, que tem a ver com a UEFA… Nos Açores, o tablet é a nossa filmagem, é a nossa câmara. No Sporting a imagem é por cabo mas é da FPF ou da Liga e depois temos o nosso. Em nenhum jogo fora temos os dois tablets. Se conseguimos em algum não me lembro. Só temos o ângulo aberto. A imagem é de longe, por mais que faça zoom não dá, a qualidade… por isso é que disse que vi a imagem no avião, à vinda para cá. Podiam me ter visto a dizer aos suplentes que não dava para ver. São coisas factuais. Só fico triste porque há muita falta de respeito. Tenho andado calado, respondo, sou sempre honesto. Podia chegar aqui e debitar coisas que me dizem, mas não o faço. Sou honesto e sincero e às vezes pago por isso. Vamos aprendendo e crescendo”.
“O Zeno está na fase final da recuperação. Acredito que no início do mês estará disponível a 100 por cento para estar com a equipa”.









