O Paris Saint-Germain é o novo detentor da Taça Intercontinental numa final de 120 minutos e penáltis.
Numa noite de sofrimento e drama em Doha, a equipa de Luis Enrique teve de suar — e muito — para bater um Flamengo personalizado, que arrastou a decisão até à lotaria das grandes penalidades. Aí, emergiu um herói improvável: Matvey Safonov, que defendeu quatro castigos máximos.
O triunfo mantém vivo o sonho do “Sextete” para os parisienses, mas a vitória foi tudo menos fácil perante o conjunto orientado por Filipe Luís, que “caiu com honra” no Catar.
Safonov: O gigante de Doha
A grande surpresa no onze de Luis Enrique (a titularidade de Safonov em detrimento de Chevalier) revelou-se decisiva. Na primeira decisão por penáltis numa final Intercontinental desde 2004, o guarda-redes russo agigantou-se, defendendo quatro remates dos brasileiros, tornando irrelevantes os falhanços dos colegas Dembélé (que atirou às nuvens) e Barcola.
O erro de Rossi e a resposta de Jorginho
O jogo começou com o PSG a tentar impor o seu ritmo asfixiante, com os portugueses Vitinha e João Neves em destaque nas bolas paradas. O Flamengo, organizado num bloco médio (4-4-2), aguentou a pressão inicial, mas um erro individual desbloqueou o marcador.
Aos 38 minutos, o guarda-redes Agustín Rossi saiu em falso a um cruzamento tenso de Doué (lançado por Mayulu, que substituíra o lesionado Kang-In Lee) e Kvaratskhelia só teve de encostar ao segundo poste para fazer o 1-0.
O PSG parecia ter o jogo controlado, mas o cenário mudou na segunda parte. Num lance isolado, o VAR detetou um penálti “inocente” de Marquinhos sobre Arrascaeta. Chamado à responsabilidade, Jorginho não tremeu e, com o seu “saltito” característico, enganou Safonov para o 1-1.
A muralha Léo Ortiz e o drama final
Até ao final do tempo regulamentar e durante o prolongamento, o PSG carregou. Luis Enrique lançou Ousmane Dembélé (que começou no banco horas depois de receber o prémio The Best), mas o Flamengo resistiu bravamente.
O central Léo Ortiz, gigante na defesa, foi resolvendo os problemas criados por João Neves e companhia. O cansaço pesou nas pernas dos brasileiros no tempo extra, mas a equipa carioca conseguiu levar a decisão para a marca dos onze metros, onde o sonho de repetir o feito de Zico em 1981 esbarrou nas luvas de Safonov.
Com este troféu no bolso, o PSG fica agora a um passo do histórico “Sextete”, que poderá ser selado em janeiro, na Supertaça de França frente ao Marselha.







