António Salvador defende que o prejuízo de 10,9 milhões de euros é um reflexo de escolhas estratégicas e não de falhas de gestão, sublinhando que o clube está mais forte do que nunca.
O SC Braga apresentou um resultado líquido negativo de 10,985 milhões de euros no exercício de 2024/25, interrompendo um ciclo de vários anos consecutivos de lucros. Apesar do número negativo, António Salvador fez questão de garantir que o resultado não traduz qualquer fragilidade estrutural, mas sim uma opção estratégica que visa consolidar o futuro financeiro e desportivo do clube.
Na mensagem de abertura do relatório e contas, o presidente bracarense destacou que o clube “deu passos em frente na concretização da sua estratégia e na consolidação do seu projeto”, reforçando que a administração “continua a cimentar as suas forças e a potenciar o futuro”.
“O SC Braga está preparado para crescer”
António Salvador justificou o saldo negativo com a sazonalidade natural da indústria do futebol, mas salientou que a autonomia construída pela SAD ao longo dos anos permite ao clube “tomar decisões com base na estratégia e não na urgência financeira”.
“Se este resultado interrompe um sólido ciclo de exercícios positivos, é crítico referir que tal quebra resulta da sazonalidade própria da indústria, mas também da capacidade e independência que o clube conquistou”, escreveu o dirigente.
A aposta em Roger Fernandes e o retorno milionário
O presidente arsenalista apontou ainda um dado concreto que teria alterado o resultado das contas: a venda de Roger Fernandes. Segundo o relatório, a transferência do jovem extremo para o Al Ittihad, avaliada em 32 milhões de euros fixos mais 2,5 milhões em variáveis, só foi concluída após o fecho do exercício, o que impediu a entrada dessa verba nas contas de 2024/25.
“Bastaria antecipar a venda de Roger Fernandes, mesmo com menor valia, para apresentar um resultado amplamente positivo”, lê-se na mensagem de Salvador, que considera que a decisão de manter o jogador durante a época foi “duplamente acertada”: garantiu rendimento desportivo e valorizou o ativo.
Um prejuízo que é “investimento no futuro”
António Salvador classificou o resultado negativo como “um investimento no futuro” e não como um retrocesso. A aposta em manter jogadores-chave, garantir estabilidade desportiva e preparar o regresso às competições europeias está, segundo o dirigente, “a criar as bases para uma nova fase de crescimento sustentado”.
O relatório também sublinha o esforço contínuo na modernização das infraestruturas, na formação e na valorização do plantel, pilares que têm sustentado o crescimento do SC Braga como potência emergente do futebol português.
Braga mantém ambição europeia
Com o apuramento para a UEFA Europa League e uma estrutura financeira considerada estável, António Salvador assegura que o projeto continua no caminho certo: “A nossa gestão é de longo prazo e está a provar resultados. O que fizemos nesta época reforça a posição do SC Braga entre os grandes do futebol português.”
Apesar do prejuízo pontual, o presidente termina a sua mensagem com uma nota de confiança: “O futuro é do SC Braga.”



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