Roberto Martínez fez esta quarta-feira a antevisão ao duelo entre Portugal e a Croácia, relativo aos 16 avos de final do Mundial 2026. O selecionador nacional falou da resposta esperada da equipa após a fase de grupos, abordou a gestão do plantel, elogiou Luka Modric e garantiu que Portugal está preparado para iniciar o que apelidou de “segundo Mundial”.
Portugal preparado para a fase a eliminar do Mundial
Depois de concluir a fase de grupos, Portugal entra agora na fase a eliminar do Mundial 2026, com um duelo diante da Croácia. Na conferência de imprensa realizada em Toronto, Roberto Martínez mostrou confiança na resposta da equipa, garantiu que o grupo fez autocrítica após o empate com a Colômbia e assegurou que todos os jogadores estão preparados para contribuir.
Está na hora de Gonçalo Ramos ser titular? Bernardo já descansou o suficiente?
“Amanhã começamos o Mundial, o segundo Mundial então foi importante uma boa preparação que foram os três jogos da fase de grupos. Há aspetos a melhorar, fizemos algumas coisas mal, outras bem… E o importante é que agora já temos 21 jogadores de campo que já jogaram e que estão prontos. Inclusive o Gonçalo Guedes e o Gonçalo Inácio. O Bernardo não podíamos arriscar porque já tinha visto um amarelo e podia falhar o jogo de amanhã. Os minutos não são importantes, o importante é que agora começa o segundo Mundial e todos estão preparados para dar o seu contributos, seja a titular ou a partir do banco”.
Ser um adversário europeu é uma vantagem face ao calor?
“Não há vantagem. Posso dizer que a equipa está preparada depois de treinar em Palm Beach e habituada à humidade. A Croácia é uma equipa que conhece os nossos pontos fortes e estamos preparados para o segundo Mundial”
Stanisic pode ser um problema para o Nuno Mendes?
“Primeiro quero dizer que todos os jogos são diferentes. Diante da Colômbia tivemos várias situações que nos ajudaram a melhorar, principalmente no aspeto defensivo e a manter a baliza a zero. A equipa está preparada e conhece bem a Croácia. E tem muita força e tem muita coragem para acreditar. Todos os jogos que tivemos agora ajudam a preparar, não são um problema.”
O que falta a Portugal?
“Ter autocrítica é essencial e os jogadores não procuram desculpas. Nas seleções precisas de soluções e atitude para evoluir. Precisamos de começar o segundo Mundial e o balneário está unido. Agora temos de ganhar.”
O que garante aos portugueses numa fase de desconfiança dos adeptos?
“Isso é uma opinião subjetiva… Acho que os adeptos estão com a nossa Seleção e o que posso prometer aos portugueses é uma grande atitude. O balneário tem autocrítica e é isso que está a fazer no Mundial.”
O que seria uma má prestação de Portugal?
“Nós terminámos o primeiro Mundial e só quando terminar o segundo Mundial posso avaliar. Até agora posso avaliar a atitude da equipa foi espetacular. Como disse um escritor espanhol: ‘O caminho faz-se caminhando…’ E amanhã começa um novo caminho.”
Rotação com poucos minutos – Matheus Nunes e Ramos. Pode causar incómodo?
“Estar numa Seleção é isso. É uma questão de números, há 26 jogadores e 5 substituições. O importante é atitude de vestir a camisola. Todos querem jogar e isso é a mentalidade do atleta. É a mentalidade ganhadora. Mas posso dizer que o balneário está satisfeito e todos estão preparados. Já usámos 21 jogadores e não há muitas seleções que o tenham feito”
Modric e Cristiano Ronaldo
“Primeiro estamos a falar de jogadores acima da opinião pública. A longevidade torna-os especiais. Estás a falar de Modric que joga com 40 anos e o mesmo acontece com o nosso capitão. Modric e o nosso capitão são ícones do futebol.”
O que falta esta equipa mostrar? E o que destaca para o jogo da Croácia…
“Começo pela segunda pergunta. Destaco o grande trabalho do selecionador que já lá está há 10 anos. Modric, Gvardiol, Kovacic são grandes jogadores. Depois falo muito com os meus jogadores sobre o segundo Mundial. Há muitos jogadores com muitas características diferentes e todos estão preparados. Penso que somos humildes para não nos considerar favoritos, porque favoritos são os que já venceram o Mundial e têm esse fator psicológico.”
Já pensou no embate com a Espanha? O que significaria?
“Num Mundial não existem essas coisas. Estivemos concentrados em Palm Beach e não conseguimos ver outras seleções. Estamos focados na Croácia e vamos ver o que acontece.”
Cristiano Ronaldo:
“A importância do próximo jogo é tão importante que o futuro de um jogador não é importante. Estamos focados no que se passa cá dentro, mas não ouvimos o barulho de fora. Mas percebemos que a crítica faz parte do Mundial…”
Como olharia para o jogo como analista?
“Temos de levar o jogo para onde nós queremos. A Croácia é parecida connosco porque gosta de ter bola. Ambas as equipas são mais perigosas quando têm a bola e temos de nos preocupar com essa situação. Depois não há segredos porque já nos defrontámos na Liga das Nações.”











