Sérgio Conceição revela pormenores da sua saída polémica do FC Porto.
Sérgio Conceição, antigo treinador do FC Porto, concedeu uma entrevista inédita à Maisfutebol, TVI e CNN, onde recorda a sua saída polémica do clube após a vitória eleitoral de André Vilas-Boas frente a Pinto da Costa.
Decisão de voltar a falar: “Vários motivos. Ou seja, a minha saída não foi fácil, a todos os níveis. Uma ligação de sete anos como treinador, o fim de um ciclo de alguém que me marcou muitíssimo que foi Jorge Nuno Pinto a Costa. E acho que tinha de ser esta a altura.”
“Estive sempre à parte até a dois ou três dias das eleições. Fui convidado pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa para ir ao seu gabinete, onde estava o Pepe presente, que depois saiu. Mas ele explicou-me que também faria a renovação do Pepe, caso fosse reeleito presidente do FC Porto, o Pepe continuaria com ele. (…) Abriu um bocadinho o coração dele, falou de uma forma muito emocionada da sua doença, explicou-me a estratégia que tinha para os próximos anos do FC Porto e eu, por amizade, respeito, e por gratidão, aceitei”, recordou Sérgio Conceição.
Onde foi buscar força para continuar a acreditar na vitória: “Cheguei ao FC Porto, fiquei no lar de Costa Cabral com alguns jogadores africanos e de outros países e de outras cidades de Portugal. A minha mãe estava doente na altura, ia a Coimbra levar algum dinheiro para ajudar. Não foi fácil. Olhei para o futebol como algo que me dava satisfação enorme. Eles podiam olhar para mim e ver que tudo o que foi o sacrifício deles valeu a pena. Lutei sempre com isso em mente. Sim, choro. Penso neles, no meu irmão, nas pessoas que me ajudaram e estão vivas.”
Dinheiro: “Dinheiro tem importância, facilita a vida, ajuda a ter alguns dos prazeres da vida mundana, mas não é algo que valorizo muitíssimo. É importante, trabalhamos para isso, mas o prazer de ganhar títulos, de ter sucesso na vida. Houve cuidado na gestão do dinheiro, mas não é algo que dê prioridade. Se calhar por isso acontece de forma natural, estou tranquilo a esse nível agora. O que me mais preocupa é o próximo projeto, não o dinheiro.”








