Uma reportagem do ‘Globo Esporte’ expôs a utilização de canetas emagrecedoras por futebolistas brasileiros para obterem forma física rapidamente. O tema é tratado como um tabu nos balneários, com os clubes a recusarem-se a comentar a prática que já afeta as Séries A, B e C.
O recurso a canetas emagrecedoras – medicamentos desenvolvidos para tratar a diabetes e obesidade – tornou-se um método secreto e controverso para a perda rápida de peso no futebol brasileiro. No entanto, o tema é encarado como um tabu institucional, com os clubes a optarem pelo silêncio, segundo revelações do Globo Esporte.
A reportagem garante que o tema virou um ponto de evitamento máximo nas principais divisões do país. Quando contactados para comentar as informações, todos os clubes das Séries A, B e C recusaram tratar o assunto.
Método Secreto e a Pressão dos Contratos
Apesar do silêncio oficial, o Globo Esporte confirma que o uso destas injeções já atingiu os jogadores do Brasileirão (Série A), maioritariamente para conseguirem “controlar o peso”.
O anonimato dos intervenientes é a chave para a sobrevivência desta prática, que é frequentemente impulsionada pela pressão da competição e da incerteza profissional.
“A caneta tem ajudado jogadores que precisam de ficar em forma num curto espaço de tempo ou até de manter a forma física durante uma lesão. Isso é mais comum em atletas que não têm contratos longos, que jogam campeonatos ao redor do Brasil e que nem sempre se cuidam”, referiu um preparador físico de um clube da Série B, sob anonimato.
O Preço do Atalho Rápido: O Caso de Joãozinho
O caso do futebolista Joãozinho (nome fictício) ilustra o dilema. Desempregado e com uma proposta inesperada, o jogador recorreu ao tratamento para ganhar forma e conseguiu perder sete quilos em apenas duas semanas (de 91kg para 84kg).
No entanto, o atalho químico teve um custo alto na performance e na saúde do atleta, sendo o risco real para a integridade física um dos motivos para o tabu nos balneários:
“Não conseguia treinar com a mesma intensidade de antes. Sentia muita fraqueza, enjoos e falta de ar em alguns momentos. Foi algo que me atrapalhou muito. […] A partir do momento em que parei com as injeções, comecei a melhorar”, explicou Joãozinho, revelando que a iniciativa do tratamento partiu do próprio jogador e não do clube.









