SL Benfica vê com “estranheza” castigo na Luz: “Somos o único alvo de uma sanção desta natureza”.
O SL Benfica reagiu esta quinta-feira à confirmação do castigo de um jogo à porta fechada no Estádio da Luz, manifestando total discordância com a decisão e considerando que está a ser alvo de um tratamento desigual face a outros casos semelhantes ocorridos no futebol português.
Em comunicado, o clube encarnado afirma receber a decisão com “estranheza”, sublinhando que é o “único alvo da aplicação de uma sanção desta natureza”, apesar de episódios idênticos terem ocorrido noutros recintos desportivos.
Recorde-se que o Tribunal da Relação confirmou a sanção aplicada pela APCVD, tornando definitiva a realização de um jogo à porta fechada no Estádio da Luz, para além de uma multa de 150 mil euros.
Saiba ainda que o processo resulta de vários episódios relacionados com a utilização e o arremesso de engenhos pirotécnicos durante encontros da temporada 2022/23.
Leia o comunicado do SL Benfica na íntegra:
“O Sport Lisboa e Benfica foi notificado da decisão definitiva da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), que determina a realização à porta fechada de um jogo oficial no seu estádio.
Em causa, está a utilização de artefactos pirotécnicos por parte de adeptos em 5 jogos disputados na época 2022/23.
Ao longo de todo este processo, o Sport Lisboa e Benfica demonstrou, de forma reiterada e fundamentada, que, enquanto organizador dos eventos, adotou todas as medidas ao seu alcance para impedir a entrada e utilização de pirotecnia no recinto desportivo.
Fê-lo através de apertadas revistas nos acessos ao estádio, do reforço dos mecanismos de segurança e de sucessivos alertas dirigidos aos adeptos antes e durante os encontros.
O Clube esgotou igualmente todos os meios de recurso legalmente disponíveis, sustentando sempre que cumpriu integralmente os deveres que sobre si impendiam e que implementou todas as medidas razoavelmente exigíveis para prevenir este tipo de ocorrências.
Estes argumentos, porém, não mereceram acolhimento nem por parte da APCVD nem das instâncias para as quais foi possível recorrer.
Em consequência desta decisão, milhares de Sócios e adeptos vão ser privados de apoiarem a equipa, penalizando-se um Clube que tudo fez para prevenir os factos que estiveram na origem deste processo.
Interditar um estádio na sua totalidade é, para além de injusto na sua génese, uma medida manifestamente desproporcionada, que lesa o desporto, penaliza o Clube e prejudica dezenas de milhares de sócios e adeptos cumpridores, totalmente alheios aos comportamentos em causa.
Se o objetivo é sancionar e prevenir, então a resposta deve ser dirigida aos setores efetivamente identificados, através da sua interdição ou da redução da respetiva lotação, à semelhança do critério seguido pela UEFA.
O Sport Lisboa e Benfica manifesta ainda a sua profunda preocupação com o grave precedente que tal representa e que contrasta com a ausência de idênticas consequências em situações semelhantes verificadas noutros estádios, envolvendo outros clubes e outros adeptos que não os do Benfica.
A verdade é que, apesar de tudo o que temos assistido ao longo dos últimos anos, o Sport Lisboa e Benfica é o único alvo da aplicação de uma sanção desta natureza, o que muito estranhamos.
O Clube continuará a desenvolver todos os esforços para impedir a utilização de pirotecnia no seu estádio e para garantir as mais elevadas condições de segurança nos eventos que organiza.”
Apesar de a decisão já não admitir recurso, o SL Benfica garante que continuará a investir em medidas de prevenção e segurança, reafirmando o compromisso de combater a utilização de pirotecnia nos jogos realizados no Estádio da Luz.
Recorde-se ainda que em outubro de 2024, o FC Porto também foi obrigado a cumprir uma sanção de interdição do Estádio do Dragão, tendo disputado o encontro da Taça da Liga frente ao Moreirense no Estádio Municipal de Aveiro, na sequência de uma decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).







