Este já é o maior investimento de sempre num mercado de inverto dos leões
O Sporting não desiste da luta pelo tricampeonato e respondeu às dificuldades da temporada com o maior investimento de sempre num mercado de janeiro. Foram 20 milhões de euros aplicados em apenas dois reforços, numa clara aposta no presente, mas sobretudo no futuro.
O principal alvo foi Luís Guilherme, extremo brasileiro de 19 anos, contratado por 14 milhões de euros, valor que pode subir mais 3 milhões mediante objetivos. A segunda aquisição foi Souleymane Faye, também jogador de ala, de 22 anos, que custou 6 milhões.
Este montante coloca esta janela de inverno muito acima de todas as anteriores na presidência de Frederico Varandas, apenas comparável, em termos de esforço financeiro, à temporada 2020/21 — época que acabaria coroada com a conquista do título nacional. Nessa altura, sob comando de Ruben Amorim, o Sporting concentrou praticamente todo o investimento na chegada de Paulinho, por 16 milhões de euros, tornando-o então no avançado mais caro da história do clube.
Dos erros de 2019 ao “tiro certeiro” Matheus Nunes
O contraste com janeiro de 2019 é evidente. No primeiro mercado de inverno de Varandas chegaram seis jogadores — Doumbia, Borja, Tiago Ilori, Renan Ribeiro, Luis Phellype e Matheus Nunes — com impacto reduzido, à exceção deste último, que viria a ser vendido ao Wolverhampton por 50 milhões de euros, compensando largamente o investimento feito numa época particularmente turbulenta.
Há um ano, a postura foi bem diferente. Apesar de lutar pelo bicampeonato e de enfrentar uma autêntica praga de lesões, o Sporting limitou-se a contratar Biel, que acabou por ser um fracasso, e Rui Silva, guarda-redes que se afirmou rapidamente como titular e que viria a ser adquirido em definitivo por cerca de 4,75 milhões de euros, após empréstimo inicial de 500 mil.
Reforços pedidos por Rui Borges
O ataque às alas era uma prioridade assumida por Rui Borges, que há muito reclamava um extremo destro para atuar pela esquerda. Luís Guilherme chega com estatuto de solução imediata, mas sobretudo como aposta estruturante para 2024/25, preparando desde já a saída de Quenda para o Chelsea.
Mercado fechado… mas de olho no futuro
Com os 20 milhões já aplicados, o plantel está, para já, fechado. Só uma saída inesperada até ao fecho do mercado poderá provocar novas movimentações, sendo que a SAD leonina não admite negociar titulares fora do cenário das cláusulas de rescisão.
Paralelamente, o Sporting já trabalha no mercado de verão. Estão sinalizadas as necessidades de um médio “8”, um defesa-central e mais um extremo. O nome que continua no topo da lista é o de Yeremay, do Deportivo da Corunha, um dossiê que ficou novamente adiado para junho — e que promete, uma vez mais, obrigar a novo investimento de peso em Alvalade.









