Nuno Dias e Cassiano Klein comentaram o apuramento de leões e águias, respetivamente, para a final da Taça de Portugal de futsal.
Sporting e Benfica na final da Taça
Disputaram-se, na última sexta-feira, as meias-finais da Taça de Portugal de futsal, na final 8 que se disputa em Gondomar. O Benfica triunfou, por 5-0, sobre o Nun’Álvares, e o Sporting venceu o Ferreira do Zêzere por 6-2, para fechar as contas da final, que se joga no próximo domingo.
No final das respetivas partidas, os treinadores aproveitaram para lançar o jogo decisivo da prova. Cassiano Klein começou por comentar a vitória do Benfica: “Tivemos uma atitude muito boa, este tipo de jogos dependem muito de nós. Se cumprirmos o nosso papel, as coisas teoricamente estão encaminhadas. Estamos felizes por chegar à terceira final da época. Isto mostra contundência, uma credibilidade muito grande. Sabemos que vamos ter uma final duríssima no domingo, independentemente do adversário que passar. Mas estou feliz por este momento, por estarmos sempre nos pontos mais altos das competições, que é um passo importante para as equipas que querem sempre ganhar coisas”.
De seguida, o treinador brasileiro comentou a final com o rival de Lisboa: “A final é sempre para vencer, mas também está uma equipa do outro lado que também tem muita qualidade. O que podemos controlar é dar o nosso melhor e trabalhar longe dos holofotes. Todos temos uma ambição muito grande – nós, os adeptos que estarão cá no domingo e os que vão acompanhar a partir de casa. Esperemos ser felizes no domingo, porque ganhar uma segunda competição consecutiva é um prémio muito grande para este grupo, que tem vindo a trabalhar muito”.
Nuno Dias também começou por reagir ao triunfo verde e branco: “O jogo foi difícil. No futsal, às vezes, os resultados separam, mas não querem dizer exatamente o que aconteceu. O Ferreira do Zêzere teve algumas oportunidades para reduzir, mas penso que nós tivemos bastantes chances até para aumentar. O 2-0 ao intervalo era escasso, dado o volume que nós tivemos, não me recordo de nenhuma oportunidade deles. Depois, o Ferreira de Zêzere subiu e melhorou, como é lógico, porque tem uma equipa com qualidade, jogadores irreverentes e que transita bem.
“É normal que nos crie dificuldades. Curiosamente, numa altura em que estávamos com uma margem muito grande, sofremos dois golos de contra-ataque, quando teríamos que gerir a posse. Mas isto é o nosso ADN, o jogo garantido e nós a forçar, a tentar marcar mais. Às vezes, em vez de segurar vantagens, estamos preocupados em fazer mais e melhor. Acabámos por sofrer em lances que poderíamos ter marcado e acabámos por perder a bola. Acho que é uma vitória que não deixa dúvidas. Fomos melhores, mas com uma boa réplica do Ferreira do Zêzere”, atirou, de seguida, o treinador dos leões.
A terminar, Nuno Dias lançou a final: “Agora tem de haver margem para surpreender o Benfica, é esse o nosso trabalho. O tempo não é muito, temos um dia para analisar, preparar e ajustar, sabendo que não podemos mudar muitas coisas. Temos de ver ainda onde podemos ganhar um metro ou um segundo para criar vantagem”.








