Apesar de ser opção pouco utilizada por Rui Borges, dupla convence treinador
Fotis Ioannidis afirmou-se como uma das figuras em destaque na mais recente opção tática de Rui Borges. A decisão, até então pouco habitual, de juntar o avançado grego a Luis Suárez no onze inicial frente ao Vitória de Guimarães revelou-se acertada e deixou o treinador plenamente convencido. Segundo foi possível apurara, a ideia é para continuar, pelo menos enquanto o Sporting não puder contar com jogadores-chave como Pedro Gonçalves, Quenda ou Geny Catamo.
São vários os fatores que sustentam a confiança nesta abordagem mais ofensiva, que implica também ajustes estruturais na equipa. A presença de Ioannidis no ataque obriga Trincão a atuar sobre a direita — posição que o esquerdino conhece bem —, o que lhe garante maior margem para desequilibrar e atacar espaços interiores. Não por acaso, em Guimarães, o internacional português foi eleito homem do jogo.
Rui Borges saiu igualmente satisfeito com a exibição individual do internacional grego nas proximidades de Suárez. Ioannidis destacou-se pela capacidade no jogo direto, pela agressividade nos duelos e pela forma como criou espaços para que o colombiano surgisse em zonas de finalização. Uma dinâmica que trouxe maior fluidez ao ataque leonino.
Esta adaptação de Ioannidis a zonas mais centrais — muitas vezes como segundo avançado ou mesmo em funções de “10” — agradou também ao próprio jogador. O grego sente que, assim, participa mais na construção ofensiva, explora melhor as roturas curtas e se liga com maior eficácia ao jogo coletivo. Confortável com estas novas responsabilidades, Ioannidis deu o seu aval à ideia do treinador, o que abre caminho à repetição da dupla já amanhã, em Alvalade, frente ao Rio Ave.
Meta ambiciosa: sete golos em dois jogos
Com Ioannidis no ataque, o Sporting ganha argumentos ofensivos adicionais. E isso é precisamente o que os leões pretendem capitalizar nos próximos encontros frente a Rio Ave e Gil Vicente. A equipa de Alvalade lidera atualmente o ataque da Liga, com 42 golos, e está a apenas sete de igualar o registo da época passada (48), que representou o melhor ataque da primeira volta do clube nos últimos 50 anos.
Esta nova configuração ofensiva tem ainda outro efeito colateral: a chamada de um jovem avançado da equipa B para integrar as opções da frente de ataque. Nesse contexto, Rodrigo Ribeiro tem sido o nome escolhido.
Ajustes forçados na defesa
Apesar da boa resposta coletiva em Guimarães, Rui Borges será obrigado a mexer em algumas posições. No lado direito da defesa, Fresneda não estará disponível devido a castigo, o que abre espaço ao regresso de Vagiannidis. O lateral soma 13 jogos na Liga, mas apenas cinco como titular.
No flanco esquerdo, Ricardo Mangas deverá manter-se no onze. O defesa realizou uma das melhores exibições individuais da temporada e ganhou vantagem na disputa pela posição. Rui Borges não pretende alterar a posição de Maxi Araújo, que tem sido decisivo mais à frente, com golos e assistências, reforçando a ideia de continuidade num Sporting cada vez mais confiante e ofensivo.











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