O Panathinaikos oficializou esta segunda-feira a saída de Rui Vitória. O treinador português não resistiu ao mau arranque de época na Grécia, mas a verdade é que a saída teve também influência direta do Sporting, clube que levou duas das peças mais importantes do emblema de Atenas.
Saídas para o Sporting criaram vazio em Atenas
As transferências de Ioannidis e Vagiannidis para o Sporting deixaram o Panathinaikos enfraquecido. O avançado e o lateral eram titulares indiscutíveis, e a sua saída obrigou a uma reestruturação que nunca foi devidamente colmatada.
Rui Vitória desejava reforços de peso para compensar essas baixas, mas as escolhas da direção não convenceram o técnico de 55 anos.
Reforços sem impacto e alvos falhados
O treinador português tinha sugerido nomes como Taremi, ex-FC Porto, que acabou no rival Olympiacos, ou Simon Banza, avançado do Sp. Braga. Porém, o Panathinaikos optou por Cyriel Dessers, contratado ao Rangers, e por jogadores como Zaroury, Pantovic e Taborda, que nem sequer eram opções pedidas pelo técnico.
Além disso, os atrasos na inscrição de alguns atletas inviabilizaram a sua utilização nas pré-eliminatórias europeias, aumentando a frustração do treinador.
Resultados abaixo das expectativas
Nos 43 jogos ao serviço do Panathinaikos, Rui Vitória somou 22 vitórias, 10 empates e 11 derrotas. Esta época, em oito jogos oficiais, registava apenas uma vitória. O desaire de domingo frente ao Kifisias (2-3) foi a gota de água.
Perante este cenário, o treinador e a direção entenderam que não existiam condições para continuar, consumando a saída por mútuo acordo.











