Quando as portas do Estádio José Alvalade abriram e as fichas de jogo oficiais foram distribuídas para o embate desta tarde (18h00) entre o Sporting CP e o Nacional, um detalhe saltou imediatamente à vista de adeptos e jornalistas: o nome de Morten Hjulmand não constava nem no onze titular, nem no banco de suplentes.
A ausência do capitão dinamarquês gerou uma onda instantânea de especulação, uma vez que o jogador era apontado como titular indiscutível e não apresentava qualquer sinal de fadiga ou queixa física nos treinos abertos à comunicação social durante a semana.
Nem lesão, nem castigo: O “mistério” da ausência de Hjulmand
Para adensar o cenário, Hjulmand não faz parte do boletim clínico do Sporting e não se encontra a cumprir qualquer suspensão por acumulação de cartões amarelos ou expulsão. Sendo uma peça fulcral no xadrez de Rui Borges, a sua exclusão da ficha de jogo foi o principal tema de conversa nas bancadas antes do apito inicial.
O motivo da ausência
Ao contrário das informações recolhidas primeiramente pela imprensa que apontavam razões pessoais, entretanto sabe-se que tal se deve a um braço de ferro entre jogador e clube.
Ao que tudo indica o Atlético de Madrid mostrou interesse em levar o capitão leonino e terá mesmo acenado com uma proposta de 40 milhões. O clube pretende mais, mas o jogador entrou num braço de ferro com o clube pois entende que os líderes leoninos lhe haviam prometido que com uma proposta desse valor o libertariam. Recorde-se que esta novela foi também vivida no último verão, aquando da saída da então estrela principal dos leões Viktor Gyökeres, pois o mesmo alegou na altura as mesmas razões para não se apresentar no início da época.
Apesar de tudo clube espera que Hjulmand se apresente na Academia Cristiano Ronaldo já nesta segunda-feira para retomar os trabalhos com os restantes companheiros de equipa.
A solução de Rui Borges
Perante este imprevisto de última hora, o técnico leonino teve de mexer no motor da equipa. Sem o seu habitual “pilar”, Rui Borges decidiu confiar o meio-campo a uma dupla que mistura a contenção asiática com o talento da formação:
- Hidemasa Morita: O japonês assume as rédeas do setor intermediário e a braçadeira de comando tático.
- João Simões: A grande novidade no onze. O jovem médio ganha a oportunidade de se mostrar ao lado de Morita, ocupando a vaga deixada aberta pelo capitão.







