Os leões ainda reclamaram duas grandes penalidades, uma sobre Geny Catamo e outro sobre Maxi Araújo, mas o árbitro deixou correr em ambos os lances.
Pedro Henriques analisa casos do Arsenal vs Sporting
Encontro entre londrinos e leões foi um jogo com pouca baliza, onde o árbitro principal aplicou um critério largo, foi deixando jogar, e até fez questão de apontar algumas faltas por simulação, quando os jogadores tentaram aproveitar contactos mínimos. Segundo o especialista do jornal A Bola, tomou as decisões corretos nos lances mais difíceis.
Ao minuto 13, o Sporting reclamou penálti por pisão em Geny Catamo. Pedro Henriques analisou o lance da seguinte forma:
“Ligeiro. Na área dos londrinos, Hincapié dá um toque com o pé direito no pé esquerdo de Geny Catamo, que não cai de imediato e ainda dá mais uma passada. O contacto existiu, mas não foi suficiente para provocar a queda, ou seja, foi inconsequente e sem motivo para penálti. Geny Catamo até sofreu um toque no pé, mas, ao ter-se mantido sem cair, dado mais um passo e colocado por duas vezes o apoio no solo, e só ter caído depois e mais à frente, tirou ao árbitro a eventual dúvida sobre a intensidade do contacto ou da chamada relação causa/efeito e consequência. Na filosofia da UEFA, estes contactos e estas quedas posteriores e demoradas em relação ao momento do contacto normalmente não são punidos.”, explicou o antigo árbitro português.
O antigo árbitro considera que a falta de Saliba, centro do Arsenal, sobre Catamo, aos 42′, era merecedora de cartão amarelo, e parabenizou a gestão do tempo adicional no primeiro tempo, antes de analisar o lance com Maxi Araújo, aos 65′, na área do Arsenal:
“Um defesa, quando está na sua área e põe as mãos no corpo do adversário, corre sempre o risco da interpretação do árbitro: se esse contacto é suficiente e consequente em relação a uma queda, perda de bola ou à impossibilidade de chegar ao esférico, etc.
E, neste lance em concreto, o jogador do Arsenal correu esse risco. Cristhian Mosquera, por trás, colocou as duas mãos nas costas de Maxi Arajo, que acabou por, ao sentir esse contacto, se deixar cair. Houve risco, sim, mas não houve infração, pois o uruguaio leonino já estava projetado para a frente e em desequilíbrio”, começou por dizer o ex-juiz.
Pedro Henriques aproveitou este lance para se expandir na sua explicação: “De realçar que, na UEFA, estes lances na área têm merecido cada vez mais atenção, pois a tendência é a de empurrões/agarrões só serem punidos quando houver causa evidente e consequência direta, clara e inequívoca, para o árbitro punir e, sobretudo, para o VAR intervir. Não querem “soft penáltis”, por saberem que os atacantes agora aproveitam muito mais os toques que sentem para cair.
Ou seja, o “claro e óbvio”, que está inerente ao protocolo VAR para que intervenha, está também a ser a tendência e, sobretudo, as indicações dadas aos árbitros em matéria de contactos no interior das áreas. Podemos ou não concordar, mas é isto que a UEFA cada vez mais tem como referência e doutrina”, rematou o especialista do jornal A Bola.











