Os preços voltaram a subir em Portugal e as notícias para as próximas semanas obrigam a um cuidado redobrado com o orçamento familiar. O Instituto Nacional de Estatística confirmou que a inflação subiu para 2,1% em fevereiro, interrompendo o alívio que se sentia no início do ano.
Tempestades destroem colheitas e encarecem a comida
A subida dos preços deve-se, em grande parte, ao mau tempo que assolou o país recentemente, que danificou muitas infraestruturas e destruiu muitas plantações, além de ter tirado vidas. Este cenário fez com que o preço dos alimentos frescos disparasse quase 7% num único mês, uma tendência que deverá manter-se enquanto durarem as falhas no abastecimento.
O aumento do custo de vida já não se limita apenas aos alimentos, começando a contagiar as despesas com saúde e educação. Com o estado de calamidade decretado em dezenas de municípios devido às cheias, a oferta de produtos locais será menor, o que empurra inevitavelmente os preços das prateleiras para valores mais altos.
Combustíveis e energia ameaçam novas subidas
Embora a fatura da luz tenha dado algum descanso no último mês, o cenário internacional promete inverter rapidamente esta situação. O conflito no Médio Oriente e a subida dos combustíveis registada no arranque de março indicam que os custos de transporte e energia vão voltar a pesar nas carteiras.
Portugal apresenta agora uma subida de preços superior à média da Zona Euro, o que coloca os consumidores numa posição de alerta. É recomendável que as famílias planeiem as suas compras com antecedência, uma vez que a combinação entre a destruição agrícola e a subida do petróleo antevê um período de maior aperto financeiro.









