Ressaca europeia ou excesso de confiança? O Bayern Munique apanhou um susto monumental este domingo na Allianz Arena.
No regresso à Bundesliga após o triunfo sobre o Sporting na Liga dos Campeões, a equipa de Vincent Kompany foi surpreendida em casa pelo Mainz, último classificado da prova, cedendo um empate (2-2) que só não foi derrota graças ao sangue frio de Harry Kane no último minuto.
O que parecia ser uma tarde tranquila para o líder isolado transformou-se numa batalha de nervos contra uma equipa que, até hoje, somava apenas seis pontos no campeonato.
Lennart Karl brilha, mas a defesa adormece
O jogo até começou de feição para os bávaros. A jovem promessa Lennart Karl, assumindo-se cada vez mais como a nova “estrela da companhia”, inaugurou o marcador aos 29 minutos, dando a entender que a goleada seria uma questão de tempo.
Contudo, o Mainz não foi a Munique para passear. Antes do intervalo, num livre batido na direita, a defesa do Bayern falhou as marcações e o central adversário apareceu sozinho ao segundo poste para cabecear para o fundo das redes. Manuel Neuer, impotente, ficou pregado ao chão.
A Reviravolta e o Salvador Kane
A segunda parte trouxe o impensável. Ao minuto 67, um cruzamento largo de Beli encontrou a cabeça de Lee Jae-Sung, que com um golpe de classe consumou a reviravolta no marcador (1-2), deixando o estádio em silêncio.
Com o espectro da derrota a pairar, o Bayern carregou e a salvação chegou já em cima do minuto 90. Potulski cometeu grande penalidade sobre Harry Kane e o inglês, o “suspeito do costume”, não tremeu. Assumiu a conversão e resgatou um ponto in extremis.
Líder (ainda) Confortável
Apesar do tropeção inesperado, a margem de erro do Bayern Munique continua a ser grande. A equipa segue líder isolada com 38 pontos, mantendo sete de avanço sobre o RB Leipzig e o Dortmund. Já o Mainz, apesar do ponto heróico, continua com a “lanterna vermelha” na mão, somando agora sete pontos.







