Após a vitória dramática do Sporting sobre o Santa Clara (3-2), que garantiu o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal, o treinador Rui Borges preferiu focar-se na superação dos seus jogadores.
Em declarações à Sport TV, o técnico leonino sublinhou as dificuldades sentidas devido a problemas físicos e de saúde que têm afetado o grupo.
,Questionado sobre o momento mais quente da noite — a grande penalidade assinalada após uma interrupção de quase 12 minutos —, Rui Borges optou pela prudência.
“Não vi o lance”
Instado a comentar a decisão de João Pinheiro que permitiu o empate aos 90+16′, o treinador foi taxativo na resposta:
“Não vi, sou honesto, não vi e não vou estar a falar de lances de jogo. Foi uma vitória difícil e é preciso valorizar aquilo que as duas equipas fizeram em campo”, afirmou, desviando o foco da arbitragem para o desempenho desportivo.
“Ginástica” posicional e falta de energia
Sobre o desenrolar da partida, Rui Borges admitiu que a equipa não esteve no seu pico de inspiração, justificando-o com as condicionantes internas que obrigaram a várias adaptações no onze.
“A atitude esteve lá. É natural que a energia não estivesse tão alta. Alguma malta com doença, outra adaptada, temos feito ginástica nas posições”, explicou o técnico, referindo-se à entrega do grupo num terreno difícil e contra um adversário perigoso nas transições. Para Borges, o golo do Santa Clara (o 2-1) teve “alguma sorte”, mas destacou a resiliência leonina para chegar à reviravolta no prolongamento.
O foco na revalidação do título
Com o sonho do Jamor ainda vivo, Rui Borges lembrou que o Sporting é o atual detentor do troféu e que a ambição passa por mantê-lo em Alvalade.
“Queremos muito disputar e lutar por um troféu que é nosso. Queremos continuar com ele, mas temos de ultrapassar estas etapas”, vincou, antes de apontar já baterias ao próximo compromisso: uma deslocação difícil a Guimarães para o campeonato.
O treinador revelou ainda que a conversa com Vasco Matos (técnico do Santa Clara) no final do encontro foi cordial, centrando-se na “individualidade de uma equipa e outra” e no futebol de forma geral, sem se prender às polémicas do jogo.









