Estónio terminou em segundo no Vodafone Rally de Portugal, mas não escondeu a frustração com os problemas técnicos que o afastaram da vitória
Ott Tänak esteve muito perto de conquistar a sua primeira vitória da temporada no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), mas um problema de direção assistida no sábado acabou por ditar a perda de quase um minuto e comprometer o seu fim de semana em terras lusas. Apesar da recuperação brilhante no domingo — onde venceu cinco das seis especiais e somou o máximo de pontos no Super Sunday e na Power Stage — o piloto da Hyundai teve de contentar-se com o segundo lugar, a apenas 8,7 segundos de Sébastien Ogier.
No final do rali, o campeão do mundo de 2019 não escondeu a insatisfação com a fiabilidade do Hyundai i20 N Rally1 e deixou um recado claro à estrutura sul-coreana: “Nunca é só performance ou fiabilidade, é o pacote completo. E temos de ser mais fortes.”
“O carro ainda tem elos fracos”
Tänak, que já este ano tinha pedido mais consistência técnica à equipa, voltou a frisar que os erros e falhas mecânicas têm um impacto decisivo no desfecho das provas.
“Tivemos um furo no sábado de manhã e depois o problema na direção. Estas coisas decidem o rali. Não é uma questão de sorte, é uma questão de quão fortes conseguimos ser como equipa.”
Apesar das críticas, o estónio reconheceu progressos na evolução do carro em pisos de terra, nomeadamente nas afinações feitas ao longo do rali:
“Desde a primeira especial de sábado conseguimos pôr o carro mais equilibrado. Todas as alterações foram positivas, pelo menos em gravilha. Mas ainda temos de fazer muito mais para estar ao nível da Toyota.”
Domingo perfeito… mas insuficiente
A prestação de Tänak no domingo foi irrepreensível, com vitórias em praticamente todas as especiais e uma estratégia de ataque total.
“27 pontos é um bom resultado. Queria pelo menos lutar com o Kalle [Rovanperä] e penso que conseguimos. A escolha de pneus não foi ideal na primeira especial, mas depois as condições ajudaram.”
Sardegna no horizonte… e um novo desafio
O próximo desafio do Mundial é o Rally da Sardenha (5 a 8 de junho), uma prova onde Tänak historicamente se sente competitivo. Ainda assim, o piloto mantém o alerta:
“Esperança é uma coisa boa, mas a esperança não ganha ralis. Sabemos que a janela de rendimento deste carro é muito estreita. Agora, é encontrar o ponto ideal… e depois sim, podemos desfrutar.”



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