Javi Prendes não se cala após digna derrota na Taça do Rei contra o Celta, lançando críticas acesas ao futebol espanhol.
O pequeno clube asturiano Puerto de Vega, que atua nas ligas regionais de Espanha, demonstrou grande resistência na primeira ronda da Taça do Rei, frente ao Celta de Vigo, equipa da La Liga. Embora a lógica e a qualidade superior do Celta de Vigo tenham prevalecido, com a vitória a ser garantida apenas na segunda parte, a prestação do conjunto treinado por Javi Prendes foi enaltecida.
Contudo, foi no final do jogo que a atenção mediática se virou para a sala de imprensa. O técnico do Puerto de Vega, com um discurso invulgarmente direto e acutilante, criticou severamente o sistema de ascensão e as oportunidades no futebol espanhol.
Javi Prendes aponta o dedo ao “Proletariado”
O treinador do emblema regional não hesitou em abordar o que considera ser uma falta de meritocracia no desporto. Prendes deixou a plateia “gelada” com as suas declarações, falando abertamente sobre a forma como os contratos e as oportunidades surgem.
“Estamos num país democrático e podemos nos expressar, não é? Quanta gente vale muito e não tem uma oportunidade?”, questionou Javi Prendes. Em seguida, o técnico elevou o tom: “Se não vou a um puticlub à uma da manhã não assino contratos. Aí sim, tenho uma oportunidade. A ver se têm coragem para publicar isto“, desafiou o treinador, dirigindo-se aos jornalistas presentes.
O desabafo sobre a falta de oportunidades
Javi Prendes reforçou a ideia de que a ascensão profissional no futebol é baseada em contactos e não em desempenho. O técnico acredita que os seus méritos desportivos não serão suficientes para progredir na carreira.
“Neste país treina quem conhece um presidente. Ninguém ascende por méritos próprios”, afirmou de forma clara e assertiva. “Por muito que faça hoje ou suba a equipa, tenho a certeza de que ninguém me liga. Assim vamos. Proletariado, trabalhadores”, desabafou o treinador.
Elogios ao rival e análise do jogo histórico
Apesar da forte crítica, Prendes fez uma exceção ao seu colega do Celta de Vigo. O treinador asturiano dirigiu-se a Claudio Giráldez com palavras de apreço, destacando a sua origem humilde no futebol.
“Ao Claudio Giráldez disse-lhe que ele vem do barro, é dos treinadores de quem gosto, de treinar em ligas juvenis, do nada”, explicou Prendes, contrapondo este exemplo à norma que, segundo ele, governa o futebol espanhol.
Em relação ao desempenho do Puerto de Vega no relvado, o técnico sublinhou o feito inédito da equipa. “Foi um dia histórico com uns primeiros quarenta e cinco minutos excecionais. A festa foi incrível. Não esperava o zero-zero ao intervalo”, admitiu Javi Prendes. “O objetivo era não defraudar, que não nos metessem dez. Fizemos feliz muita gente”, concluiu.
@teledeportertve “Si no voy a un puticlub no firmo contratos” Javi Prendes, entrenador del Puerto de Vega pasó de alabar a Giraldez y el partido de su equipo a criticar el sistema futbolístico en España Todos los resúmenes y análisis en Estudio Estadio Copa #lacopartve #copadelrey #futbol #tiktokfootballacademy #deportesentiktok ♬ sonido original – Teledeporte









