Mais de 90 dos 125 clubes filiados na Associação de Futebol de Leiria (AFL) sofreram danos significativos após a passagem da tempestade Kristin, há 19 dias. Muitos continuam sem eletricidade, atrasando o regresso às atividades. O presidente da instituição, Carlos Mota Carvalho, prevê a retoma em março, quando as condições estruturais e energéticas permitirem.
Tempestade Kristin causa danos de infraestruturas e dificuldades técnicas
Segundo a AFL, os prejuízos incluem quedas de árvores sobre muros, destruição de sistemas elétricos e danos em telhados de balneários e sedes. A falta de energia tem dificultado a avaliação dos estragos. “Ainda não conseguiram fazer as avaliações porque o sistema de iluminação nos campos amadores é fundamental. E é à noite que se treina”, explicou o presidente.
No futsal, a situação causada pela Tempestade Kristin é particularmente crítica. Alguns pavilhões nos concelhos de Leiria e Pombal ficaram “totalmente inutilizados”, impedindo o regresso das competições. Além disso, vários recintos municipais permanecem ocupados com serviços de apoio social às populações afetadas, atrasando ainda mais a reorganização das atividades desportivas.
Apoios e obstáculos à recuperação após tempestade Kristin
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) disponibilizou 100 mil euros em fundo de emergência, mas a AFL considera o valor insuficiente face aos estragos avaliados em milhares de euros. Carlos Mota Carvalho alertou para dificuldades na candidatura a fundos públicos, devido à falta de licenciamentos de muitas infraestruturas construídas após o 25 de Abril. Pedro Proença também anunciou a realização de um jogo de Portugal no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, em 10 de junho, antes da equipa das ‘quinas’ partir para o Mundial2026. A receita reverterá para os clubes do distrito de Leiria afetados.
Para viabilizar a retoma, a AFL prevê uma gestão estratégica das infraestruturas ainda disponíveis, tendo o Sporting disponibilizado Academia de Alcochete para o União de Leiria, com partilha de recintos e redução da carga semanal de treinos, passando, nalguns casos, de três para duas sessões: “Temos algumas infraestruturas, mais para o sul do distrito, que não sofreram grandes danos e em que as pessoas estão a treinar. Primeiro é treinar, depois competir”.








