Jogo adiado devido à participação dos leões nos quartos de final da Liga dos Campeões
O adiamento do encontro entre Sporting e Tondela, referente à 26.ª jornada da I Liga, aliado à qualificação dos leões para os quartos de final da Liga dos Campeões, veio agravar significativamente a já apertada gestão do calendário competitivo.
Na mais recente reunião da Comissão Permanente de Calendários, o Sporting propôs disputar o jogo a 6 de maio, caso venha a ser eliminado pelo Arsenal, justificando a escolha com o elevado desgaste físico da equipa e a proximidade das jornadas finais do campeonato. No entanto, a sugestão foi prontamente rejeitada por FC Porto e Benfica. Os dragões, em particular, manifestaram forte oposição e exigiram que todas as posições ficassem registadas em ata, incluindo a autorização da Liga para que o encontro não fosse realizado na data inicialmente prevista.
Perante o impasse, a Liga determinou que o jogo será realizado a 29 de abril, caso o Sporting seja afastado da competição europeia. Contudo, se os leões avançarem para as meias-finais — cuja primeira mão está agendada para essa mesma semana —, será convocada uma reunião de emergência após o jogo em Londres para definir uma nova data. Este cenário poderá originar uma situação insólita, uma vez que restaria apenas a semana anterior à última jornada da I Liga para acertar contas entre Sporting e Tondela.
FC Porto pondera avançar para a justiça
O FC Porto considera a decisão da Liga insustentável do ponto de vista regulamentar e já fez chegar uma exposição formal ao organismo liderado por Reinaldo Teixeira. Em causa está a interpretação de que o jogo não foi “adiado”, mas sim “não marcado”, argumento que os portistas contestam veementemente.
Segundo os azuis e brancos, o Regulamento das Competições é claro: partidas da segunda volta devem ser realizadas, no máximo, até quatro semanas após a data inicial, exceto nas últimas seis jornadas — precisamente para evitar alterações numa fase decisiva da prova. O clube liderado por André Villas-Boas defende que a situação atual viola essas normas e cria um precedente perigoso.
Além disso, o FC Porto sublinha que o conceito de “jogo não marcado” não existe no regulamento, considerando-o um artifício sem base legal. Para os dragões, qualquer alteração de calendário deve enquadrar-se nas figuras previstas — como adiamento ou alteração de data — e respeitar os prazos estabelecidos, mesmo em casos de força maior.
Na perspetiva portista, esta decisão abre espaço a interpretações arbitrárias que podem comprometer a verdade desportiva. Por esse motivo, o clube admite recorrer às instâncias judiciais competentes caso a remarcação do encontro não cumpra rigorosamente os regulamentos.
Liga assume dificuldades com naturalidade
Apesar da polémica, o presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, encara a situação com algum otimismo, valorizando o desempenho das equipas portuguesas nas competições europeias. Em declarações no Fórum TSF, destacou o “orgulho” pelo sucesso das equipas portuguesas na Europa, pois “Responsabiliza-nos ainda mais a tudo fazer para continuarmos a crescer e a fazer com que esse reconhecimento seja cada vez maior e, ao mesmo tempo, tirar partido disso e desse talento, inato no nosso país”,
“Quanto maior o sucesso, mais dificulta o calendário e a disponibilidade. Que seja esse o problema, queremos ter essa dificuldade”, afirmou, sublinhando a importância de continuar a elevar o futebol português no panorama europeu.








