O que parecia inevitável foi finalmente oficializado através de um comunicado que encerra um dos capítulos mais vitoriosos da Fórmula 1 moderna. Helmut Marko, o histórico e implacável consultor da Red Bull Racing, deixa a equipa aos 82 anos.
A saída do veterano austríaco marca o desmoronar definitivo da “trindade” que levou a escuderia à glória (juntamente com Christian Horner e o já falecido Dietrich Mateschitz ou o engenheiro Adrian Newey). Marko deixa para trás um legado de seis títulos de construtores e oito de pilotos, tendo sido o “pai” desportivo de lendas como Sebastian Vettel e Max Verstappen.
Contudo, a sua despedida não se deve apenas à idade ou ao fim de ciclo natural. Os bastidores revelam que a saída foi precipitada por dois episódios recentes que desgastaram a relação com a liderança da marca.
As Polémicas: Qatar e Alex Dunne
Segundo fontes próximas da equipa, o crédito de Marko esgotou-se devido a dois “erros não forçados” na reta final da temporada de 2025.
- O Incidente no Qatar: Marko acusou publicamente Kimi Antonelli (Mercedes) de facilitar a ultrapassagem a Lando Norris, sugerindo que o italiano “fez gestos para que passasse”. As declarações geraram uma tempestade de críticas e obrigaram a Red Bull a pedir desculpas. Esses pontos acabariam por ser decisivos para Norris conquistar o título mundial frente a Verstappen.
- A “Contratação Fantasma”: Numa tentativa de preparar o futuro pós-Verstappen, Marko terá contratado unilateralmente o polémico piloto de F2, Alex Dunne, sem o aval da equipa. A direção da Red Bull vetou o movimento e foi obrigada a pagar uma compensação financeira para anular o contrato, gerando enorme desconforto interno.
“Foi ele que pediu para sair”
Apesar do ambiente tenso, as declarações oficiais tentam manter a diplomacia, embora Oliver Mintzlaff, CEO da Red Bull, tenha revelado que a iniciativa da rutura partiu do austríaco.
“Contactou-me a explicar o seu desejo de terminar o seu contrato como consultor. Lamento a sua decisão, pois foi uma figura influente durante duas décadas e a sua saída marca o fim de uma era extraordinária”, afirmou Mintzlaff.
Também Laurent Mekies, chefe de equipa, lamentou a perda: “É uma notícia muito triste. Foi parte integral do nosso programa por mais de 20 anos. Tem um coração de competidor, sempre a puxar ao limite e preparado para correr riscos.”
Com a saída de Helmut Marko, a Red Bull entra em 2026 — ano de novos regulamentos — sem a sua bússola moral e sem o homem que definiu o ADN agressivo da equipa durante duas décadas.




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