Entre as vítimas estão um bebé de oito meses e um especialista em vida selvagem; Animal está em fase de “frenesim hormonal” e percorre 30 km por dia
O estado de Jharkhand, no leste da Índia, vive dias de autêntico pânico. As autoridades indianas lançaram uma caça ao homem — ou melhor, ao animal — para travar um elefante macho que, desde o início de janeiro, iniciou uma onda de ataques violentos, resultando na morte de 22 pessoas.
A fúria do animal não poupou ninguém: entre as vítimas mortais figuram um bebé de apenas oito meses e um especialista em vida selvagem que tinha sido chamado especificamente para ajudar a conter o paquiderme.
Ataques noturnos e aldeias em alerta
A maioria dos ataques ocorre sob o manto da noite. O elefante, facilmente identificável por ter apenas uma presa, entra em pequenas aldeias e atravessa florestas a uma velocidade impressionante, percorrendo cerca de 30 quilómetros por dia.
Vídeos aterrorizantes que circulam nas redes sociais mostram dezenas de habitantes a correr pelas suas vidas enquanto o animal investe contra a multidão. Numa das imagens, um homem é projetado pelo ar após colidir com o animal de várias toneladas.
“Numa única família, quatro pessoas foram mortas. É algo sem precedentes”, afirmou Adita Narayan, oficial florestal da região, sublinhando que já foram feitas três tentativas frustradas de tranquilizar o animal.
A ciência por trás da fúria: O estado de “Musth”
Especialistas acreditam que o jovem macho terá sido separado da sua manada, o que o tornou extremamente violento. No entanto, o fator determinante para esta agressividade será o “musth” — um período biológico nos elefantes machos caracterizado por uma subida maciça de testosterona (que pode aumentar até 100 vezes).
Durante esta fase, que pode durar 20 dias, os animais sofrem surtos hormonais extremos, elevando a sua agressividade e o seu impulso sexual para níveis incontroláveis.
Um conflito crescente
A tragédia de Jharkhand é o reflexo de um problema maior na Índia. Nos últimos cinco anos, mais de 2800 pessoas morreram em encontros fatais com elefantes. A perda de habitat, a escassez de recursos e a destruição de corredores migratórios — cerca de 10% destes caminhos seguros já não existem — empurram os animais para zonas residenciais.
Medidas de emergência em vigor:
- Recolher obrigatório: Residentes do distrito de Chaibasa foram proibidos de sair à noite.
- Aviso florestal: Proibição total de entrada em zonas de mata densa.
- Mobilização: Mais de 100 agentes florestais estão destacados para localizar e neutralizar o animal.
O Governo indiano já anunciou o pagamento de indemnizações às famílias das vítimas, enquanto as equipas de intervenção aguardam uma nova oportunidade para tentar sedar o elefante e evitar que o número de mortes continue a subir.
@rumores.pt Elefante "solitário" m@t@ 22 pessoas em apenas 10 dias!
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