Belga faz balanço de 2025, elogia Pogacar, comenta a mudança de Juan Ayuso e aponta às clássicas flamengas em 2026
Um ano de afirmação no melhor coletivo do pelotão
Tim Wellens fechou a temporada com estatuto reforçado no UAE, combinando vitórias, trabalho de equipa e a consagração como campeão nacional da Bélgica. Em entrevista ao diário “A MARCA”, desde o Criterium de Saitama, o belga sublinhou a dimensão do seu Tour: triunfo em Carcassonne e chegada a Paris integrado num bloco dominante. “Foi um sucesso enorme. Não só pela etapa, mas por chegar aos Campos Elísios numa equipa que controlou a corrida. Ganhar no Tour com o maillot de campeão da Bélgica foi um sonho”, afirmou.
Pogacar, liderança e limites do corpo
Sobre Tadej Pogacar, Wellens evitou detalhes médicos quando questionado sobre o episódio em que o esloveno disse sentir a “pele a arder”. Preferiu sublinhar a pessoa por trás do campeão: “Toda a gente sabe que é o melhor. O que faz a diferença é que, além disso, é uma das melhores pessoas do pelotão. Mantém os pés assentes no chão. Isso vale tanto como as vitórias.”
Ayuso fora do UAE: leitura e impacto
A transferência de Juan Ayuso foi tema incontornável. Wellens reconheceu a autonomia do compatriota de equipa, sem dramatizar a decisão: “Juan tomou a decisão que sente melhor para ele. Ter Pogacar como referência torna a vida mais fácil. Quando ele não está, a pressão é muito maior. Oxalá lhe corra muito bem.”
A força do bloco espanhol
O belga destacou a coesão do contingente espanhol no UAE. “São gente incrível. Marc Soler é direto e autêntico. Pablo e Adrià vão crescer muito. Igor Arrieta traz experiência. A ‘máfia espanhola’ está em alta no grupo”, brincou, elogiando o ambiente no balneário.
Metas para 2026: clássicas e lucidez competitiva
Com o título nacional conquistado e vitória no Tour, Wellens mira agora as clássicas flamengas. “Em 2024 estive muito bem, em 2025 um pouco menos. Em 2026 quero voltar a estar na frente. São corridas de força e também de sorte.” Realista sobre o próprio perfil, deixou a prioridade clara: “Sei que nunca vou ganhar a geral do Tour. Para mim, isto é o máximo.”
Isaac del Toro e a próxima vaga
Questionado sobre o mexicano Isaac del Toro, por muitos apontado como sucessor de Pogacar, Wellens foi taxativo: “Tem talento natural e uma cabeça muito forte. É jovem, mas muito maduro. Tem um futuro enorme.”
100 vitórias outra vez? O desafio da repetição
Depois de duas épocas históricas, pode o UAE voltar a superar as 100 vitórias em 2026? “Será difícil. Pensei que era impossível melhorar 2024 e fizemo-lo em 2025. Repetir será complicado, mas esta equipa está cheia de campeões”, concluiu.







