O chefe da Mercedes, Toto Wolff, apelou à máxima cautela nas discussões sobre as alterações ao regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026. O dirigente sublinhou que as equipas e os pilotos têm o dever ético de proteger a categoria publicamente, defendendo que todos os ajustes sejam feitos com precisão.
Ameaça à segurança em pista
O tema ganhou força após as primeiras corridas da temporada exporem desafios críticos na gestão de energia e segurança. O uso excessivo de técnicas de condução lenta para poupar combustível gerou riscos reais, como o acidente de Oliver Bearman em Suzuka, ao tentar evitar o carro mais lento de Franco Colapinto.
“As conversas têm sido construtivas. Todos partilhamos do mesmo objetivo: melhorar o produto, tornar as corridas mais puras e avançar em segurança. Precisamos agir com um bisturi, não com um taco de basebol. Estamos a chegar a boas soluções, mas é importante evoluir com cuidado, porque só tivemos três corridas”, explicou Toto Wolf.
O papel dos guardiões do desporto
Para o responsável da Mercedes, os intervenientes devem agir como guardiões do desporto, colocando os interesses globais acima de vantagens competitivas individuais. Wolff reforçou que as críticas e os debates técnicos devem ocorrer internamente, evitando uma exposição mediática excessiva que possa prejudicar a imagem pública da competição de elite.
“Todos temos responsabilidade como guardiões do desporto. Precisamos respeitar o que a F1 nos deu e trabalhar juntos para melhorar o que for necessário. Não devemos falar mal do desporto em público. Isso pode não ter efeito imediato, mas tem impacto com o tempo. Precisamos ter cuidado com o que dizemos”, concluiu.











